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Lição 4 - A Sutileza da Normalização do Divórcio

Lição 04: A Sutileza da Normalização do Divórcio

Texto Áureo: “Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, 0 que Deus ajuntou não separe 0 homem.” (Mt 19.6)

Leitura Bíblica em Classe: Mateus 19.1-9


Introdução: A questão do divórcio é uma área que Satanás com toda sua sutileza, ao longo dos anos vem agindo no meio cristão levando muitos ao pecado, o qual é o seu objetivo. Em algumas igrejas de costumes aplica-se uma rigidez em relação a isso, colocando crentes em situações infelizes impondo as suas próprias doutrinas totalmente sem embasamento bíblico. Já em igrejas liberais onde os objetivos são as suas campanhas mercantilizadas, a sã doutrina nem passa perto. É justamente aí, que Satanás tem encontrado espaço para agir nesta área. Mesmo em igrejas tradicionais, também Satanás tem encontrado espaço para agir nesta área, pois nem todos estão qualificados para conduzir o povo na verdadeira doutrina. Com isso, quantos crentes conduzidos por líderes incapacitados para a função, estão em situação irregular diante do Senhor por não conhecerem a fundo a questão do divórcio, que é abordada nesta aula. 

1. ERA ASSIM, A LEI ORIGINAL DA CRIAÇÃO 

Mateus 19.1 – E aconteceu que, concluindo Jesus esses discursos, saiu da Galiléia e dirigiu-se aos confins da Judéia, além do Jordão. Mateus 19.2 – E seguiram-no muitas gentes e curou-as ali. Mateus 19.3 – Então, chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o e dizendo-lhe: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo? Mateus 19.4 – Ele, porém, respondendo, disse-Lhes: Não tendes lido que, no princípio, o Criador os fez macho e fêmea Mateus 19.5 – e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne? Mateus 19.6 – Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem.

Precedendo o seu discurso acerca do casamento, Jesus vinha de uma incursão missionária onde passa por vários lugares e com o propósito de seguir para Jerusalém, seguido de uma grande multidão. Fica registrado nesta passagem junto com essa multidão o seu grande sentimento de humanidade, mas com os seus seguidores realizando muitas curas e milagres. A preocupação de Jesus não era consigo mesmo, mas sim com as pessoas que clamavam por misericórdia e compaixão, pessoas essas que vinham de vários lugares ao seu encontro a fim de alcançar as suas bênçãos. Mas nem todos seguiam Jesus com esse propósito, pois entre eles havia os fariseus com propósitos mal intencionados perceptíveis quando o inquiriam em alguma questão, nesse caso o divórcio. Nas suas perguntas a Jesus, eles ficavam atentos a sua resposta, esperando descobrir algum pretexto que pudesse ser usado contra ele. O cenário observado naqueles tempos era que os judeus se divorciaram por qualquer coisa insignificante. Havia duas linhas de interpretação em relação à lei, sendo que uma dizia que o divórcio só poderia acontecer em caso de infidelidade e outra linha mais liberal, que o divórcio era permitido por qualquer pretexto do marido. Se Jesus desse uma explicação mais rigorosa sobre o problema iria contrariar tanto a um, como a outro. A sabedoria do Senhor superava os maiores mestres que havia em Jerusalém, como diz a palavra que os nossos pensamentos não são os pensamentos de Deus, e os pensamentos de Deus não são os nossos pensamentos. Jesus leva a resposta para o princípio da criação do homem e da mulher, os quais foram criados para benefício um do outro, sendo enfatizados por Deus com macho e fêmea, para uma união permanente e indissolúvel. O casamento é a união entre o homem e a mulher que se tornam uma só carne, e a dissolução desse vínculo só pode ocorrer pela morte. No princípio era para ser assim, se o homem não caísse no pecado, tornando-se um ser corruptível. O vínculo matrimonial é mais forte do que o vínculo com os pais, pois os dois se tornaram uma só carne, algo que não acontece com pai, mãe e filhos. 

2. FOI ASSIM, A LEI MOSAICA ACERCA DO CASAMENTO 

Mateus 19.7 – Disseram-lhe eles: Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio e repudiá-la? Mateus 19.8 – Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza do vosso coração, vos permitiu repudiar vossa mulher, mas, ao princípio, não foi assim. 

Assim o homem agora com a sua natureza corruptível, deixou de cumprir o que Deus estabeleceu no princípio, e como não estavam debaixo de leis, foi necessário que Deus ditasse a Moisés uma nova regulamentação através de leis acerca do divórcio. Os homens hebreus eram, salvo algumas exceções, muito rudes e violentos com as suas mulheres e não havendo uma lei que as protegesse, a vida para elas seria um tormento. Deus de certa forma está dando alguma proteção para com as mulheres permitindo que homem repudiasse a sua mulher, se divorciando dela, para que ele não ficasse sendo um tormento no seu lar, com agressões, humilhações, tendo ela como se fosse uma sub-escrava. Moisés não mandou que alguém se divorciasse, mas sim permitiu o divórcio, como um mal menor entre dois males possíveis, que seria o homem ficar maltratando a sua mulher em seu convívio, o que era um mal maior, visto que os dois seriam uma só carne. É como se ele estivesse ao maltratar a sua mulher, estivesse maltratando a si próprio. Entre os judeus, o homem podia divorciar-se de sua mulher, mas a mulher não tinha o direito de divorciar-se de seu esposo, nesse caso ela tinha que suportar uma vida ao lado de um homem que era um tormento dentro do lar. Assim, tal permissão ao homem era para evitar a crueldade por parte deste que perdera o interesse por sua esposa.   

3. É ASSIM, A LEI DO SENHOR ACERCA DO CASAMENTO

Mateus 19.9 – Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de prostituição, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério.

A questão do divórcio tem sido muito banalizada e, a gravidade disso é que está sendo praticado no meio cristão, como se fosse algo comum, assim como fazem algumas pessoas do mundo. O casamento é uma união de caráter permanente, onde só pode haver o divórcio se a causa for por adultério. No antigo testamento o pecado de adultério era punido sob a lei, onde era aplicado o apedrejamento até a morte, porém isso na dispensação da lei. Em nossa dispensação da graça não se aplica qualquer penalidade física, mas isso não indica que o adultério e impureza sexual da antiga aliança eram mais sérios do que são hoje. Os pecados dessa dispensação da graça são ainda piores, pois como templo do Espírito Santo, esses pecados causam uma profanação indo contra a santidade de Deus. Assim o divórcio justificado pela infidelidade de um dos cônjuges que praticou o adultério é como a morte para este. Sendo assim, a parte inocente fica livre e liberada para se casar novamente. Jesus não abriu exceções na questão do divórcio deixando bem enfatizado que é só em caso de adultério; ficando assim a parte inocente livre para outro matrimônio, embora alguns ministérios em casos assim, não permitem que a parte inocente se case novamente. Se um dos cônjuges trair o outro e se separa pelo divorcio contraindo outro casamento, continua em adultério e se a parte inocente diante disso contrai casamento com alguém, este, neste caso, está dentro do normal. Porém se a parte que adulterou e se casou com outro e, por algum motivo se separar deste último, ela continua em adultério. Se a parte inocente que se casou com outra dentro do normal e, se divorcia desta sem que haja adultério para voltar com a primeira que adulterou, ambos acabam ficando na condição de adúlteros. Quando alguém que fica viúvo, ou viúva, é lógico que deixaram de ser uma só carne, sendo assim fica livre para se casar novamente; e no caso do cristão deve-se necessariamente se não quer continuar na viuvez, se casar com alguém que professe a mesma fé, porque vivo (salvo) não se casa com morto (ímpio), pois desta forma estará profanando o seu corpo que é templo do Espírito Santo. Quando os cônjuges não vivem em compatibilidade e o marido é agressivo ao ponto de espancar a mulher, ela não deve ficar suportando este tipo de sofrimento contínuo, o que é um tormento. Deve nesse caso denunciar às autoridades e se separar do marido agressor requerendo judicialmente os seus direitos. Nessa condição ela vai viver separada e não divorciada, porém, não está livre para se envolver com outro; agora se ela souber que o marido agressor se envolveu com outra, aí sim, ela pede o divórcio e fica livre para outro casamento se quiser.

Este comentário é elaborado pelo texto bíblico da lição.

Pastor Adilson Guilhermel