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Lição 13 - Quando Deus Restaura o Justo

Lição 13 - Quando Deus Restaura o Justo
Texto Áureo: “E o SENHOR virou o cativeiro de Jó, quando orava pelos seus amigos; e o SENHOR acrescentou a Jó outro tanto em dobro a tudo quanto dantes possuía.”(Jó 42.10)
Leitura Bíblica em Classe: Jó 42.1-17

LIÇÃO 12 - QUANDO DEUS SE REVELA AO HOMEM

Lição 12 – Quando Deus se Revela ao Homem
Texto Áureo: “Então, o Senhor respondeu a Jó desde a tempestade […].” (Jó 40.6)
Leitura Bíblica em Classe: Jó 38.1-4; 39.1-6; 40.15-18,24; 41.1-3

IntroduçãoJó chegando ao final do do estágio de grande sofrimento, tanto por perdas materiais, pela enfermidade, como pelos conflitos com os seus inquiridores, ele é surpreendido pela manifestação divina. Na escola da vida, Jó conseguiu ser aprovado, não com nota máxima vencendo os debates com os seus inquiridores, mas agora ele passa para a escola de Deus para uma pós-graduação. Isto porque, nos seus debates calorosos com os seus amigos, as falas de Jó vinham do seu próprio entendimento, dentro do que ele achava e pensava sobre as causas a respeito da sua situação, como também a questão da justiça divina. Deus ao falar com Jó em seus discursos aborda a questão da teodicéia, ou seja, a justiça divina, questão essa, que o Senhor leva dentro de uma ótica que Jó ignorava inteiramente. Jó completaria a sua pós-graduação quando se humilha e reconhece que nenhum dos propósitos divinos poderão ser impedidos. Para conhecer Deus, é preciso entrar na sua escola, onde deve ser estudado 66 livros, sendo 39 do antigo testamento e 27 do novo testamento que compõem a Sua biblioteca (Bíblia). Nessa escola é necessário que o professor seja aprovado por Ele e que saiba manejar bem a palavra da verdade.

Lição 11 - A Teologia de Eliú: O Sofrimento É uma Correção Divina


Lição 11 – A Teologia de Eliú: O Sofrimento É uma Correção Divina

Texto Áureo: “Ao aflito livra da sua aflição e, na opressão, se revela aos seus ouvidos.” (Jó 36.15)
Leitura Bíblica em Classe: Jó 32.1-4; 33.1-4; 34.1-6; 36.1-5

IntroduçãoO sofrimento na vida de alguém de uma maneira geral pode vir por vários motivos e circunstâncias, mas não necessariamente por uma correção divina. Uma vida repleta de desgraças, de pobreza e miséria significa que é uma vida de sofrimento; e muitos vivem nessa condição e não se pode imputar a culpa a Deus. Há vários meios pelo qual a pessoa entra numa fase de sofrimento, isso no sentido físico e moral, os quais podem levar o indivíduo a um estágio aflitivo elevado. Deus dentro do seu plano de salvação pode operar numa pessoa em estágio de sofrimento elevado, meios para que ela venha se arrepender dos seus pecados e busque o Seu perdão. Isso porque Deus conhece todos os que têm propensão para a salvação, mas o coração endurecido pelo pecado o impede de tomar a decisão necessária. Assim, em um momento de sofrimento elevado, ou mesmo com medo de morrer, acaba entregando a sua vida para o Senhor. Como diz no popular; quem não vem pelo amor vem pela dor.  (“Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Mateus 11:28).

Lição 10 - A Última Defesa de Jó

Lição 10 - A Última Defesa de Jó
Texto Áureo: “Ou não vê ele os meus caminhos e não conta todos os meus passos?” (Jó 31.4)
Leitura Bíblica em Classe: Jó 29.1-5; 30.1-5; 31.1-5

Lição 9: Jó e a Inescrutável Sabedoria de Deus

 Lição 9: Jó e a Inescrutável Sabedoria de Deus

Trimestre: 4° trimestre de 2020 – CPAD – 29 de Novembro de 2020
Texto Áureo: “Mas disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e apartar-se do mal é a inteligência.”  (Jó 28.28)
Leitura Bíblica em Classe: Jó 28.1-28

Lição 8: A Teologia de Zofar: O Justo não Passa por Tribulação?

  

Lição 8: A Teologia de Zofar: O Justo não Passa por Tribulação?

Texto Áureo: “E terás confiança, porque haverá esperança; olharás em volta e repousarás seguro.” (Jó 11.18)

Leitura Bíblica em Classe: Jó 11.1-10; 20.1-10

Lição 7 - A Teologia de Bildade: Se Há Sofrimento, Há Pecado Oculto?

 Lição 7 - A Teologia de Bildade: Se Há Sofrimento, Há Pecado Oculto?

Texto Áureo: “Se teus filhos pecaram contra ele, também ele os lançou na mão da sua transgressão.” (Jó 4.7,8)

Leitura Bíblica em Classe: Jó 8.1-4; Jó 18.1-4; 25.1-6

Lição 6 - A teologia de Elifaz: Só os Pecadores Sofrem

 Lição 6 - A Teologia de Elifaz: Só os Pecadores Sofrem

Trimestre: 4° trimestre de 2020 -CPAD - 8 de Novembro de 2020

Texto Áureo: “Lembra-te, agora: qual é o inocente que jamais pereceu? E onde foram os sinceros destruídos?  Segundo eu tenho visto, os que lavram iniquidade e semeiam o mal segam isso mesmo.”  (Jó 4.7,8)

Leitura Bíblica em Classe: Jó 4.1-8; Jó 15.1-4; 22.1-5

Lição 4 - O Drama de Jó

Lição 4 - O Drama de Jó
Texto Áureo: “E disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR.” (Jó 2.21)
Leitura Bíblica em Classe: Jó 1.13-22; 2.6-8

Lição 3 – JÓ E A REALIDADE DE SATANÁS

Lição 3 - Jó e a Realidade de Satanás

TEXTO ÁUREO: “E vindo um dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles.” (Jó 1.6)

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Jó 1.6-12; 2.4,5

Lição 2 - QUEM ERA JÓ

 Lição 2 – QUEM ERA JÓ

Texto Áureo: “Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; e este era homem sincero, reto e temente a Deus; e desviava-se do mal.”(Jó 1.1)
Leitura Bíblica em Classe: Jó 1.1-5

Lição 1 - O LIVRO DE JÓ

 Lição 1 – O Livro de Jó

Texto Áureo: “Eis que temos por bem-aventurados os que sofreram. Ouvistes qual foi a paciência de Jó e vistes o fim que o Senhor lhe deu; porque o Senhor é muito misericordioso e piedoso.” (Tg 5.11)
Leitura Bíblica em Classe: 2 Timóteo 3.16; Ezequiel 14.14,19,20; Tiago 5.11.

PROVAI SE OS ESPÍRITOS SÃO DE DEUS

 


PROVAI SE OS ESPÍRITOS SÃO DE DEUS

Lição 10: Provai se os Espíritos São de Deus
Texto Áureo: “Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.”1 Jo 4.1
Leitura Bíblica em Classe: Neemias 6.10-14; 1 Tessalonicenses 5.20,21; 1 Coríntios 14.29

Introdução: Tudo que Deus semeia com a verdade, Satanás semeia com a mentira. Ele tem habilidade para imitar o que é de Deus, enganando os incautos que acreditam que é, mas não é. E foi no ministério profético que Satanás entrou usando homens sem caráter para se camuflarem como profetas nas igrejas locais, onde se reúne a igreja corpo. Os cristãos bem doutrinados devem ser capazes de identificar os falsos ensinamentos e de saber a veracidade ou não daquele que o expressa. No meio cristão a duas esferas espirituais que estão operando; isso já desde os primórdios da igreja. Uma é a do domínio do Espírito Santo, e a outra é do domínio do Diabo. O Espírito Santo, que não é espírito de confusão opera nos verdadeiros filhos de Deus, mas o espírito do Diabo, opera nos falsos profetas, que falam em nome do Senhor, mas que na verdade é em nome do diabo. Somos exortados a examinar e distinguir os ensinamentos vindos pela revelação do Espírito e dos falsos ensinamentos. Para saber se os ensinamentos são de Deus, ou não, é preciso verificar à luz da Palavra, daí a necessidade da igreja corpo ser discipulada com a sã doutrina, pois a igreja que tem esses ensinamentos dificilmente se deixa enganar.
1. A visão espiritual dá discernimento para identificar os planos do inimigo.
Ne 6.10 – E, entrando eu em casa de Semaías, filho de Delaías, o filho de Meetabel (que estava encerrado), disse ele: Vamos juntamente à Casa de Deus, ao meio do templo, e fechemos as portas do templo; porque virão matar-te; sim, de noite virão matar-te. Ne 6.11 – Porém eu disse: Um homem, como eu, fugiria? E quem há, como eu, que entre no templo e viva? De maneira nenhuma entrarei.
Discernimento espiritual é um dom do Espírito Santo que dá ao crente a capacidade de identificar aquilo que é de Deus e o que é do Diabo. Neemias mostrou que tinha discernimento do Espírito, o que foi crucial para compreender o plano do inimigo contra ele. Contrataram um falso profeta, para com uma falsa profecia induzi-lo a refugiar-se no templo a fim de que se protege-se de homens que armaram um plano para matá-lo. Na realidade essa era a primeira intenção, pois com a morte de Neemias, eles se livrariam dele, que era o maior impedimento nos seus planos para paralisar a reconstrução dos muros. Como eles não tinham condições de chegar até Neemias para matá-lo, pois isso implicaria na intervenção de Artaxerxes, o rei da Pérsia, eles procuraram armar uma cilada para que Neemias se refugiasse no templo, mas especificamente no Santo dos Santos, o que seria uma profanação caso ele entrasse ali. Neemias não podia ir ao templo para salvar a sua vida, porque a lei o proibia de entrar no Santo dos Santos sob a pena de morte. Isso seria aplicada nele pelos próprios judeus, assim os seus inimigos não levariam a culpa pela sua morte perante o rei. A intenção dos inimigos prejudicando Neemias era a paralisação da construção dos muros de Jerusalém e a reparação das portas. 
2. A perspicácia para perceber ciladas é fruto de quem tem visão espiritual.
Ne 6.12 – E conheci que eis que não era Deus quem o enviara; mas essa profecia falou contra mim, porquanto Tobias e Sambalate o subornaram. Ne 6.13 – Para isso o subornaram, para me atemorizar, e para que eu assim fizesse e pecasse, para que tivessem alguma causa a fim de me infamarem e assim me vituperarem. Ne 6.14 – Lembra-te, meu Deus, de Tobias e de Sambalate, conforme estas suas obras, e também da profetisa Noadias e dos mais profetas que procuraram atemorizar-me.
Quem não tem discernimento espiritual corre riscos de cair nas falsas profecias. Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. 1 João 4:1. Assim como Deus usa os seus profetas, Satanás também usa, daí, a necessidade de identificar quem é quem para não aceitarmos de pronto quando alguém diz que Deus nos mandou uma palavra. Tanto homens, como mulheres, que vem entregar uma profecia devem ser identificados para não sermos levados ao engano. É preciso ter discernimento espiritual para percebermos a intenção dos seus corações
3. Quem despreza a palavra de Deus está desprezando a verdadeira profecia. 
1 Tessalonicenses 5.20 – Não desprezeis as profecias.
A igreja nos seus primórdios ainda não possuía a bíblia na sua completude, principalmente as escrituras do Novo Testamento. Em vista disso, Deus pela Sua graça providenciou meios de apoios ou dons especiais como o de profecia, a qual vinha por revelação das escrituras sagradas disponíveis. Com a completude da bíblia no período composto da igreja, o conhecimento das Escrituras se aprofundou, mas somente para aqueles que pregam inspirados pelo Espírito Santo, o que resulta na verdadeira profecia. Quanto ao dom de profecia, o qual o Espírito dota alguém para entregar uma mensagem, não o caracteriza como profeta. Esse dom só é usado quando se faz necessário e isso não credencia quem tem o dom para sair profetizando como quer. Quem se porta assim, não é usado por Deus e deve ser desacreditado. Para resumir, o verdadeiro profeta é o que prega a palavra com o dom da sabedoria, que é a revelação do conhecimento, pois a verdadeira profecia é a Palavra de Deus.
4. O ministério profético sem enganos está presente na revelação da palavra.
1 Tessalonicenses 5.21 – Examinai tudo. Retende o bem.
Muitos não gostam da verdadeira profecia que vem através da Palavra de Deus, pois rejeitam a verdade que lhes dá comichão nos ouvidos preferindo as fábulas. Deus não fala o que queremos ouvir e sim aquilo que precisamos ouvir. Os que se comportam assim estão depreciando o que o Espírito Santo revela aos seus servos que pregam a verdadeira profecia. A igreja sem doutrina é leiga na palavra e, essa é a intenção dos falsos profetas, pois assim com as suas más intenções acabam conduzindo o povo com um espírito de falsidade pelo caminho errado. É desse modo, que eles agem, para tirar proveito mudando o sentido da palavra levando muitos a serem enganados. O povo deve buscar o conhecimento onde tem e não ficar presos a placas, para que tenha capacidade de seguir a palavra de Deus e julgar todas as coisas, sabendo discernir o que é de Deus, e o que não é de Deus.
5. A confusão profética em Coríntios foi corrigida e não se ocorre mais isso.
1 Coríntios 14.29 – E falem dois ou três profetas, e os outros julguem.
Como havia ausência das escrituras do novo testamento e graciosamente dotou homens com o dom de profecia, a qual era a revelação das escrituras existentes na época. Criou-se assim, um problema na igreja de Corinto, pois Satanás lançou um espírito de confusão sem estar em harmonia com a Palavra de Deus. A profecia que é a revelação da palavra tem o objetivo de edificar, encorajar e consolar os membros da igreja local. Se a mensagem pregada ou ensinada entrar em conflito com os ensinos das Escrituras, ela não vem do Senhor. Tenha precaução com aqueles que vêm com esse tipo de profecia: (assim diz o Senhor, o Senhor manda te dizer, Deus está me revelando agora) e outras mais. Se esse pregador não está embasado dentro da Palavra, não de crédito a ele, pois é ele que está se usando para manter um status de profeta, que na realidade é falso.

Elaborado Pelo Pastor Adilson Guilhermel

AS CAUSAS DA DESUNIÃO DEVEM SER ELIMINADAS

 Lição 8: AS CAUSAS DA DESUNIÃO DEVEM SER ELIMINADAS

Texto Áureo: “Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!” (SI 133.1)
Leitura Bíblica em Classe: Neemias 5.1,6-12 

Introdução: A igreja corpo nos seus primórdios vivia em uma unidade que a fortalecia sobremaneira e isso deveria seguir em sua continuidade a qual não deveria ser interrompida. Mas, com o tempo, essa unidade que teve um início exemplar, acabou por se aprofundar em uma história triste de rivalidade e divisão, e nos dias de hoje, a situação não é muito melhor, pelo contrário, cada vez fica mais dividida e mais triste ainda, a rivalidade é existente. Na história do povo de Israel, aprendemos que eles passaram por períodos de muita união e períodos de desunião e com o tempo prevaleceu a desunião, o que permitiu o seu enfraquecimento como nação, passando a ficar sob jugo de nações dominantes. A igreja em si, por falta do conhecimento verdadeiro da palavra de Deus, parece que ignora que é um único corpo espiritual cujo cabeça é Cristo; lembrando que Deus disse que o Seu povo israel pereceu por falta de conhecimento. Como cristão passamos pelo mesmo nascimento espiritual; adoramos o mesmo Deus; proclamam a mesma mensagem do evangelho e estamos caminhando para a mesma pátria celestial e no entanto existe o absurdo de rivalidades, que provoca desuniões, com demonstração de espírito faccioso.
1. Não é possível haver união quando os pobres são explorado pelos mais ricos.
Neemias 5.1 – Foi, porém, grande o clamor do povo e de suas mulheres contra os judeus, seus irmãos. Neemias 5.6 – Ouvindo eu, pois, o seu clamor e essas palavras, muito me enfadei.
O maior problema que a igreja enfrentou e continua enfrentando em nossos dias, não é as ameaças externas o que não seria surpreendente, mas o que é surpreendente é as ameaças internas, pois isso provoca a desagregação entre os irmãos. Isso aconteceu entre os judeus que retornaram do cativeiro babilônico e nesse retorno vieram tanto os mais abastados, como também os menos abastados. Os que possuíam posses financeiras não eram liberais com as suas posses, muito pelo contrário, eles a usavam para tirar proveito dos que passaram a viver na pobreza. Nesse caso eles emprestavam recursos com juros altos, o que dado as condições financeiras dos endividados era difícil cumprir o pagamento das dívidas. Desse modo esses agiotas acabavam tomando propriedades, como também escravizando os que não conseguiam pagar as suas dívidas.
2. Ninguém pode pensar que fazendo a obra de Deus está acima de repreensão.
Neemias 5.7– E considerei comigo mesmo no meu coração; depois, pelejei com os nobres e com os magistrados e disse-lhes: Usura tomais cada um de seu irmão. E ajuntei contra eles um grande ajuntamento. Neemias 5.8 – E disse-lhes: Nós resgatamos os judeus, nossos irmãos, que foram vendidos às gentes, segundo nossas posses; e vós outra vez venderíeis vossos irmãos ou vender-se-iam a nós? Então, se calaram e não acharam que responder.
A situação que envolvia esses conflitos estava se tornando insustentável e foi necessário a intervenção do Governador Neemias para pacificar os conflitos e colocar ordem para que essa desunião não prosseguisse. Neemias exortou os aproveitadores e os demoveu a devolverem os bens bens adquiridos ilicitamente aos seus respectivos donos. Essa ordem de Neemias foi necessária para o bem da paz em Jerusalém e para que essa desunião fosse revertida, pois não era algo agradável ao Senhor que os irmãos vivessem em desunião. Também um judeu que defrauda o outro, só alcançaria o perdão divino, se ele restituísse tudo que havia subtraído de uma forma ilegal e contrária a lei. Zaqueu, depois do encontro com Jesus reconheceu a sua desonestidade e arrependido se comprometeu a restituir quatro vezes mais o que ilicitamente subtraiu. Foi quando Jesus disse: hoje houve salvação nesta casa. O crente que tem dívida com alguém, ou adquiriu desonestamente algum bem ou dinheiro, se não restituir o que tomou, ele passa a ficar com a sua salvação comprometida. Não adianta pedir perdão a Deus pela sua dívida, pois o perdão só será concedido se pagar o que deve. Na realidade quem estava com dívida, não era quem tomou o dinheiro emprestado e sim os que emprestaram, pois o fizeram com usura, pois a agiotagem é crime.
3. É um pecado grave quando se desonra o nome de Deus através de escândalos.
Neemias 5.9 – Disse mais: Não é bom o que fazeis: Porventura, não devíeis andar no temor do nosso Deus, por causa do opróbrio dos gentios, os nossos inimigos? Neemias 5.10 – Também eu, meus irmãos e meus moços, a juro, lhes temos dado dinheiro e trigo. Deixemos este ganho.
Os implicados aproveitadores diante da repreensão de Neemias, pela sua desumanidade com os seus irmãos judeus, não tiveram o que argumentar no sentido de alcançar alguma justificativa. Nesse caso foram constrangidos a consertarem a situação sem discussões para que tudo fosse resolvido consensualmente e com isso evitar que o caso viesse repercutir junto aos povos vizinhos, o que seria uma vergonha nacional.
4. Quem teme ao Senhor tem o desejo de honrá-lo diante dos que não creem Nele.
Neemias 5.11 – Restituí-lhes hoje, vos peço, as suas terras, as suas vinhas, os seus olivais e as suas casas, como também o centésimo do dinheiro, do trigo, do mosto e do azeite, que vós exigis deles. Neemias 5.12 – Então, disseram: Restituir-lho-emos e nada procuraremos deles; faremos assim como dizes. Então, chamei os sacerdotes e os fiz jurar que fariam conforme esta palavra.
Não existe nada de errado em emprestar dinheiro, o que não é permitido pela palavra é fazer de uma forma que vai contra a Palavra de Deus e que não se explore os necessitados e desamparados, pois isso é um ato de grande maldade. Para garantir que eles cumprissem a devolução do que obtiveram ilicitamente ele tiveram que jurassem e se comprometesse diante dos sacerdotes. Neemias foi prudente em forçar a devolução através do juramento ao sacerdote, pois se alguém mudasse de ideia negando-se a cumprir o prometido, haveria de se entender diretamente com o próprio Deus, evocado ali como o executor da sanção contra aqueles que se revelassem infiéis ao seu juramento. A palavra do crente deve ser sim, sim e não, não, o que passa disso é de procedência maligna.

Elaborado pelo Pastor Adilson Guilhermel

O povo de Deus deve separar-se do mal

 Lição 7: O Povo de Deus deve Separar-se do Mal

Texto Áureo: “Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei.” (2 Coríntios 6.17)
Leitura Bíblica em Classe: Esdras 2.59-62; 4.2,3; 6.2-4

Introdução: O cristão tem que vigiar muito para não se associar com o que pode comprometer o seu testemunho ou com quem tenta lhe levar a desobediência a palavra de Deus. Israel é um exemplo que não deve ser imitado, pois por advertência divina, eles não poderiam se misturar com nações pagãs na terra de Canaã; no entanto, eles não deram ouvidos a voz do Senhor, e se inclinaram para a idolatría. Como a desobediência a voz de Deus tem consequências, eles foram disciplinados por causa disso. Isso foi uma constante por toda a Antiga Aliança, mesmo com os profetas que Deus levantou para os advertir, eles constantemente se voltavam para os deuses do paganismo. Assim, a igreja não pode seguir esses maus exemplos, não se deixando enganar por doutrinas não condizentes com a pura palavra de Deus  e rejeitando a doutrina dada por Cristo e os apóstolos. Temos que estar edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas através da sã doutrina.
1. Não se pode ingressar no sacerdócio sem ter qualificação para esse ofício.
Esdras 2.59 – Também estes subiram de Tel-Melá e Tel-Harsa, Querube, Adã e Imer, porém não puderam mostrar a casa de seus pais e sua linhagem, se de Israel eram. 60 – Os filhos de Delaías, os filhos de Tobias, os filhos de Necoda, seiscentos e cinquenta e dois. Esdras 2.61 – E dos filhos dos sacerdotes: os filhos de Habaías, os filhos de Coz, os filhos de Barzilai, que tomou mulher das filhas de Barzilai, o gileadita, e que foi chamado do seu nome. Esdras 2.62 – Estes buscaram o seu registro entre os que estavam registrados nas genealogias, mas não se acharam nelas; pelo que por imundos foram rejeitados do sacerdócio.
Tinha a massa pura dos judeus e tinha a massa misturada, ou seja, os judeus que tinham uma genealogia confirmada e os que se diziam judeus, que tinham uma genealogia duvidosa, principalmente dos que se diziam ser sacerdotes. Desse modo os sacerdotes duvidosos não podiam participar das funções sacerdotais, por receio de contaminarem o culto sagrado ao Senhor. Muitos queriam o sacerdócio para poderem receber os proventos financeiros, e sendo desautorizados não tinham o direito de participar dos sacrifícios dados aos sacerdotes. Nesse caso teriam que trabalhar em algum lugar para sustentar a si e a família. Querer ser um ministro muitos querem, mas para ser separado para tal ofício é necessário ter qualificação e essencialmente ter a aprovação divinaA unção para o ofício sacerdotal só é dada ao que realmente tem o chamado para isso, pois Deus não tem compromisso com quem quer ser o que não pode ser. 
2. Não se pode aceitar o sincretismo religioso que quer associar ao Evangelho.
Esdras 4.2 – Chegaram-se a Zorobabel e aos chefes dos pais e disseram-lhes: Deixai-nos edificar convosco, porque, como vós, buscaremos a vosso Deus; como também já lhe sacrificamos desde os dias de Esar-Hadom, rei da Assíria, que nos mandou vir para aqui.
Houve um apelo dos samaritanos a Zorobabel para participarem da construção do templo, mas apesar de afirmarem estar engajados no culto ao Senhor, isto não tirava deles o elemento pagão, algo totalmente abominável para fazerem parte tanto da obra como também no culto ao Senhor. A adoração sincretista é algo que não poderia ser incorporada nos cultos ao Senhor, a qual revelava que não eram adoradores autênticos, portanto não poderiam também participar no projeto da reconstrução do Templo e nem do serviço sacrificial. Esse sincretismo religioso, disfarçadamente entrou no meio evangélico tradicional, que é identificado pelo modelo da igreja nos seus primórdios contaminando o que é puro. Isso é visto em nossos dias explicitamente sendo praticado, o que tem levado muitos a uma prática de culto que tem similaridade com as práticas do paganismo.
3. Não se pode adequar na edificação da obra homens com segunda intenções.
Esdras 4.3 – Porém Zorobabel, e Jesua, e os outros chefes dos pais de Israel lhes disseram: Não convém que vós e nós edifiquemos casa a nosso Deus; mas nós, sós, a edificaremos ao SENHOR, Deus de Israel, como nos ordenou o rei Ciro, rei da Pérsia.
O líder Zorobabel foi firme em sua decisão de não aceitar esses pagãos em base de igualdade com os verdadeiros judeus na construção do Templo, como também para qualquer ofício sacerdotal. Esses samaritanos com a rejeição dos mesmos em se integrarem na obra e nos cultos no templo foram os mesmos que edificaram seu próprio templo no Monte Gerizim, o que é citado no encontro de Jesus com a mulher samaritana. Israel era uma nação separada das outras, assim como deve ser a Igreja, que tem uma missão a cumprir neste mundo. Se de algum modo a corrupção contaminasse a fé do povo o sucesso da obra estaria em perigo, pois é isso que Satanás quer que aconteça e trabalha sempre nesse sentido. Nós somos o templo de Deus e não podemos ter qualquer união com a idolatria, se quisermos que Ele esteja conosco e sermos reconhecidos como seu povo.
4. Não se pode esquecer que os olhos de Deus estão sobre quem faz Sua obra.
Esdras 6.2 – E em Acmetá, no palácio que está na província de Média, se achou um rolo, e nele estava escrito um memorial, que dizia assim: Esdras 6.3 – No ano primeiro do rei Ciro, o rei Ciro deu esta ordem: Com respeito à Casa de Deus em Jerusalém, essa casa se edificará para lugar em que se ofereçam sacrifícios, e seus fundamentos serão firmes; a sua altura, de sessenta côvados, e a sua largura, de sessenta côvados, Esdras 6.4 – Com três carreiras de grandes pedras, e uma carreira de madeira nova; e a despesa se fará da casa do rei.
Diante de tantos conflitos e oposições a obra mesmo sofrendo paralisações continuou sendo edificada e com ordens do Rei Ciro que havia expedido anteriormente por decreto o qual não podia ser cancelado ou alterado segundo a lei dos Medos e Persas. O templo reconstruído não tinha mais a grande aparência do anterior, mas Deus não estava preocupado com isso, e sim com a espiritualidade do povo que estava em nível baixíssimo. Os olhos de Deus estão atentos a tudo, tanto aos que o servem, como aos que não o servem, mas nós que o servimos devemos fazer com perseverança e não precisamos temer o que os opositores podem nos fazer. 

Elaborado pelo Pastor Adilson Guilhermel
 

Neemias Reconstrói os Muros de Jerusalém

 Lição 6: Neemias Reconstrói os Muros de Jerusalém

Texto Áureo: “Nunca mais se ouvirá de violência na tua terra, de desolação ou destruição, nos teus termos; mas aos teus muros chamarás salvação, e às tuas portas, louvor.” (Is 60.18)
Leitura Bíblica em Classe: Neemias 1.1-4; 2.1-9

IntroduçãoPor mais que Deus tenha trabalhado no sentido do povo judeu vindo do cativeiro entrasse para o caminho do avivamento espiritual, não aconteceu como Ele desejava, isto porque, os judeus sempre se comportaram como um povo e dura cerviz. Na restauração do Templo de Jerusalém, como também as suas muralhas, a oposição sempre foi constante no sentido de impedir essas reconstruções. Os judeus conseguiram com muita perseverança concluir as obras, graças à liderança forte de Zorobabel; Esdras e Neemias. Após a conclusão destas obras chegou haver um grande avivamento, com o reinício do cumprimento das leis cerimoniais, mas não por muito tempo. Isto porque os judeus sempre foram um povo de altos e baixos, que se inclinava constantemente a coxear entre dois pensamentos, o que os levava a um fracasso espiritual, e isso refletia no fortalecimento das oposições inimigas que encontravam oportunidades de subjugá-los. A violência contra os judeus era algo quase que rotineiro dentro das suas fronteiras e a sobrevivência dependia muito enfrentarem os seus opressores com violência e principalmente a dependência de Deus. Assim o fracasso dos judeus foi justamente por negligenciar nos seus compromissos de fidelidade e obediência ao Senhor. Obedecer é melhor do que sacrificar.
1- Quando Deus tem uma missão a ser cumprida, Ele tem a pessoa certa para tal.
Neemias 1.1- As palavras de Neemias, filho de Hacalias. E sucedeu no mês de quisleu, no ano vigésimo, estando eu em Susã, a fortaleza, Neemias 1.2 – que veio Hanani, um de meus irmãos, ele e alguns de Judá; e perguntei-lhes pelos judeus que escaparam e que restaram do cativeiro e acerca de Jerusalém. Neemias 1.3 – E disseram-me: Os restantes, que não foram levados para o cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo, e o muro de Jerusalém, fendido, e as suas portas, queimadas a fogo.
Deus tem missões para todos nós, mas em determinadas missões é preciso ter qualificação para tal, para que a missão seja bem sucedida. Neemias que servia como copeiro e mestre de cerimônias do Rei, em certo dia recebe uma comitiva vinda de Jerusalém liderada por Hanani, o qual lhe relatou a situação degradante e de miséria que acontecia na cidade. Com o templo reconstruído e o  sistema sacrificial completado a cidade estava vulnerável a ação dos inimigos, pois os muros estavam derrubados e as portas queimadas. Deus tem as pessoas certas nos lugares certos para realizarem missões das mais variadas como Seus instrumentos. 
2- Quando exercemos a fé confiante em oração, os montes começam a se mover.
Neemias 1.4 – E sucedeu que, ouvindo eu estas palavras, assentei-me, e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus. Neemias 2.1 – Sucedeu, pois, no mês de nisã, no ano vigésimo do rei Artaxerxes, que estava posto vinho diante dele, e eu tomei o vinho e o dei ao rei; porém nunca, antes, estivera triste diante dele. Neemias 2.2 – E o rei me disse: Por que está triste o teu rosto, pois não estás doente? Não é isto senão tristeza de coração. Então, temi muito em grande maneira, Neemias 2.3 – e disse ao rei: Viva o rei para sempre! Como não estaria triste o meu rosto, estando a cidade, o lugar dos sepulcros de meus pais, assolada, e tendo sido consumidas as suas portas a fogo?
Neemias se importou com a situação ao ponto de chorar muito com essa notícia. Ele também se importou o suficiente para entrar em oração durante quatro meses, porque dependia de Deus para poder realizar o trabalho de reconstrução dos muros e das portas. Nessa oração ele pediu perdão pelos seus pecados procurando assim se preparar espiritualmente para se envolver nessa missão difícil e muito trabalhosa. Quando estamos a serviço do Reino de Deus devemos estar sempre em preparação espiritual, pois ela se faz necessária, devido estarmos sempre rodeados pelas oposições malignas. 
3- Quando fazemos orações sejam elas longas e curtas elas fazem a diferença.  Neemias 2.4 – E o rei me disse: Que me pedes agora? Então, orei ao Deus dos céus, Neemias 2.5 – E disse ao rei: Se é do agrado do rei, e se o teu servo é aceito em tua presença, peço-te que me envies a Judá, à cidade dos sepulcros de meus pais, para que eu a edifique. Neemias 2.6 – Então, o rei me disse, estando a rainha assentada junto a ele: Quanto durará a tua viagem, e quando voltarás? E aprouve ao rei enviar-me, apontando-lhe eu um certo tempo. Neemias 2.7 – Disse mais ao rei: Se ao rei parece bem, deem-se-me cartas para os governadores dalém do rio, para que me deem passagem até que chegue a Judá;
Neemias esperou pacientemente a direção do Senhor sem se precipitar agindo por seus próprios ímpetos, pois Deus estava no controle preparando o coração do Rei no sentido de o autorizar a fazer a obra em Jerusalém. Tem o que podemos fazer e tem o que só Deus pode fazer e se tentarmos passar a Sua frente, o fracasso é mais do que certo. Esperar a resposta de Deus em oração é o que todo cristão deve fazer, pois fazendo assim não estamos perdendo tempo e sim ganhando tempo. 
4- Quando Deus nos chama para uma missão, Ele vai na frente resolvendo tudo.
Neemias 2.8 – como também uma carta para Asafe, guarda do jardim do rei, para que me dê madeira para cobrir as portas do paço da casa, e para o muro da cidade, e para a casa em que eu houver de entrar. E o rei, mas deu, segundo a boa mão de Deus sobre mim. Deus sobre mim. Neemias 2.9 – Então vim aos governadores dalém do rio, e dei-lhes as cartas do rei. E o rei tinha enviado comigo chefes do exército e cavaleiros.
O tempo de espera, para sermos autorizados a iniciar o trabalho a qual somos comissionados, é o tempo que Deus está preparando as circunstâncias para que os seus propósitos sejam cumpridos com sucesso. Quando atendemos o chamado do Senhor, Ele nos dá todo o respaldo para o nosso trabalho, e também autoridade, de modo que não precisamos temer as dificuldades que vier pela frente. O mais importante que devemos fazer é procurar realizar com zelo o trabalho a qual fomos chamados a cumprir. Aprendemos nessa missão dada a Neemias, que não há vitórias sem lutas e sem trabalho. Alcançamos nossas vitórias com o exercício da oração, da fé, da coragem, e do trabalho responsável cumprindo com perseverança e fidelidade os nossos compromissos com Deus.

Elaborado pelo Pastor Adilson Guilhermel

ZOROBABEL RECOMEÇA A CONSTRUÇÃO DO TEMPLO

ZOROBABEL RECOMEÇA A CONSTRUÇÃO DO TEMPLO

Lição 05 – Zorobabel Recomeça a Construção do Templo
Texto Áureo: “Ao vigésimo quarto dia do mês nono, no segundo ano de Dario, veio a palavra do SENHOR pelo ministério do profeta Ageu, dizendo: […] Ponde, pois, eu vos rogo, […] desde o dia em que se fundou o templo do SENHOR, ponde o vosso coração nestas coisas.” (Ag 2.10,18).
Leitura Bíblica em Classe: Esdras 5.1,2; Ageu 1.1,12; Zacarias 4.6-10

Introdução: Todo cristão deve ser ensinado sobre os seus deveres, tanto nos momentos oportunos, como também nos momentos inoportunos. Todos trabalho na obra do Senhor passa por vários momentos, alguns mais fáceis e outros mais difíceis, mas a conduta do cristão na qual está engajado, não permite esmorecimento nas oposições e dificuldades, seja de qualquer ordem. A conduta dos judeus na reconstrução do Templo de Jerusalém não estava sendo satisfatória aos olhos do Senhor e assim sendo, Ele usou os seus profetas para advertir o povo do Seu desagrado pelo relaxamento na Sua obra. As escrituras diz que maldito é aquele que faz a obra de Deus relaxadamente e nem todos levam a sério esta advertência divina. Dentre as advertências dos profetas eles exortaram implicitamente o povo a se desfazerem dos casamentos mistos, pois para que houvesse a unidade entre eles, não poderiam permanecer com esposas estrangeiras. Isso foi acatado pelos judeus casados com as mulheres estrangeiras, que ao obedecerem as exortações dos profetas, elas as repudiaram, pois se continuassem estariam ameaçando a integridade espiritual da comunidade.
1. Se Deus usa os seus profetas, Ele espera que o povo responda com fé e ação.
Esdras 5.1- E Ageu, profeta, e Zacarias, filho de Ido, profeta, profetizaram aos judeus que estavam em Judá e em Jerusalém; em nome do Deus de Israel lhes profetizaram. Esdras 5.2- Então, se levantaram Zorobabel, filho de Sealtiel, e Jesua, filho de Jozadaque, e começaram a edificar a Casa de Deus, que está em Jerusalém; e com eles os profetas de Deus, que os ajudavam.
Cabe aos profetas de Deus exortar o povo a uma conscientização dos seus deveres para com a obra, quando estes não estão correspondendo como servos do Senhor. É dever dos profetas incentivar e motivar o povo de Deus mostrando a importância que eles têm no contexto da obra divina e o povo devem responder com fé, mas também com ação, porque a fé não exercitada não vai a lugar algum. 2. Se o povo acha que a obra não é tão importante Deus fala pelos seus profetas
Ageu 1.1- No ano segundo do rei Dario, no sexto mês, no primeiro dia do mês, veio a palavra do SENHOR, pelo ministério do profeta Ageu, a Zorobabel, filho de Sealtiel, príncipe de Judá, e a Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote, dizendo: Ageu 1.12- Então, ouviu Zorobabel, filho de Sealtiel, e Josué, filho de Jozadaque, sumo sacerdote, e todo o resto do povo a voz do SENHOR, seu Deus, e as palavras do profeta Ageu, como o SENHOR, seu Deus, o tinha enviado; e temeu o povo diante do SENHOR.
Quando não recebemos a palavra de Deus para agirmos conforme ela exige, um dia esta palavra será usada contra nós, pois através dela é que seremos julgados. Cabe aos profetas de Deus quando há desânimo entre o povo, a obrigação de incentivá-los e animá-los fazendo-os crer que Deus está com eles sempre. Quando o profeta é de Deus, a sua autoridade é acatada e respeitada, porque o verdadeiro profeta não fala o que o povo quer, mas sim aquilo que Deus quer. O povo não se confundirá porque a palavra na boca dos profetas, vem pelo Espírito, o que provoca temor e tremor naqueles que ouvem. 
3. Se a obra está sendo realizada com fé é o poder do Espírito animando o povo.
Zacarias 4.6- E respondeu e me falou, dizendo: Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel, dizendo: Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos.
Quando os judeus foram levados cativos para a Babilônia, eles foram por força e por violência, pois estavam debaixo do juízo divino, mas no seu retorno do cativeiro, eles vieram debaixo da graça e da misericórdia do Senhor, conduzidos pelo Seu Espírito. Assim, eles foram introduzidos de volta a Canaã pelo Espírito Santo, que operou na consciência dos cativos a aceitar a liberdade que lhes foi oferecida. Desse modo houve espontaneidade e animação e edificar o templo em Jerusalém. Como templo do Senhor que somos, devemos ser edificados não por força nem por violência, mas pelo Seu Espírito, ou seja, com a aplicação da doutrina de Deus e não a doutrina do homem.
4. Se os problemas e oposições se levantam é a oração com fé que vence tudo.
Zacarias 4.7- Quem és tu, ó monte grande? Diante de Zorobabel, serás uma campina; porque ele trará a primeira pedra com aclamações: Graça, graça a ela. Zacarias 4.8- E a palavra do SENHOR veio de novo a mim, dizendo: Zacarias 4.9- As mãos de Zorobabel têm fundado esta casa, também as suas mãos a acabarão, para que saibais que o SENHOR dos Exércitos me enviou a vós.
Quando Deus está no negócio, todas as dificuldades e oposições que se atravessarem no caminho serão superadas e removidas, mesmo as que achamos impossíveis. A dificuldade pode parecer um grande monte, mas com fé os montes são removidos, para que a obra de Deus tenha continuidade. Os montes que os judeus enfrentaram eram os inimigos que faziam de tudo para impedir a construção da obra, mas com Deus todo monte será abatido quando o caminho do Senhor está sendo preparado. Diante dos inimigos todos os montes de dificuldade foram aplainados, pois nada é impossível para o nosso Deus. É a oração com fé que diz a esse monte, passa daqui para acolá e assim será feito.
5. Se vemos a obra de Deus com os seus olhos e não o nosso tudo é grandioso.
Zacarias 4.10- Porque quem despreza o dia das coisas pequenas? Pois esse se alegrará, vendo o prumo na mão de Zorobabel; são os sete olhos do SENHOR, que discorrem por toda a terra que discorrem por toda a terra.
A visão de Deus quando é discernida com os seus olhos e não com os nossos, é que se pode compreender a grandiosidade dos Seus propósitos. Muitos zombaram em relação ao templo reconstruído, pois não tinha a magnitude do que foi destruído pelos babilônicos. Entre os que zombaram estavam os samaritanos, que eram os adversários da obra, como também alguns dos próprios judeus, o que era algo desprezível os olhos do Senhor. Mas felizmente os que eram contrários eram uma minoria, pois a maioria dos judeus se dispuseram a trabalhar com afinco para a obra ser terminada  o quanto antes. Zorobabel tinha o prumo na mão para que a construção tivesse toda altura, largura e comprimento nas suas medidas conforme cada parte, com as suas medidas exatas. Na realidade este templo era algo transitório onde a glória do Senhor se manifestava, pois apontava para algo muito maior. Este algo muito maior, não era um templo construído por mãos de homens, mas o templo construído pelo Espírito Santo, onde a glória desta segunda casa que somos nós, é maior do que a primeira. 
Elaborado pelo Pastor Adilson Guilhermel
Cate

A CONSTRUÇÃO DO TEMPLO ENFRENTOU OPOSIÇÃO

Lição 04 – A CONSTRUÇÃO DO TEMPLO ENFRENTOU OPOSIÇÃO.
Texto Áureo: Assim, edificamos o muro, e todo o muro se cerrou até sua metade; porque o coração do povo se inclinava a trabalhar. (Ne 4.6)
Leitura Bíblica em Classe: Esdras 4.7,9,11-13,15,16,21-24 
Introdução: Oposição significa impedimento, ou obstáculo contra algo que está em andamento. Isso acontece em vários segmentos, e aqui no caso em se tratando das coisas do reino de Deus, as oposições são contínuas e vem dos que estão aliados ao Diabo. Assim como Deus tem os seus instrumentos que militam legitimamente em favor da Sua causa, que é preservar a integridade do Evangelho puro da Sua graça, para que almas sejam conduzidas no caminho verdade que leva para o céu. O Diabo é o maior opositor da obra de Deus e, em relação a Israel, ele conseguiu muitas vitórias, isto porque, Israel, não generalizando, foi um povo de dura cerviz, o que deu vantagem ao Diabo de impor muitas derrotas a esse povo. Com a fundação da Igreja pós Cruz, o Diabo se voltou contra ela de uma forma ardilosa agindo de várias maneiras, e o seu maior trunfo foi introduzir o joio no meio do trigo. Jesus advertiu sobre isso quando disse que surgiriam falsos pastores que fariam milagres e maravilhas e enganariam a muitos, até mesmo os escolhidos. Assim podemos identificar esses lobos devoradores que induzem a fé do povo a se voltar para o materialismo com a herética doutrina da prosperidade e da cura fácil.
1. Sempre haverá oposições  quando o povo de Deus se dispõe a servir na obra.
Esdras 4.7- E, nos dias de Artaxerxes, escreveu Bislão, Mitredate, Tabeel e os outros da sua companhia a Artaxerxes, rei da Pérsia; e a carta estava escrita em caracteres aramaicos e na língua siríaca. Esdras 4.9- Então, escreveu Reum, o chanceler, e Sinsai, o escrivão, e os outros da sua companhia: dinaítas e afarsaquitas, tarpelitas, afarsitas, arquevitas, babilônios, susanquitas, deavitas, e lamitas. Esdras 4.11- Este, pois, é o teor da carta que ao rei Artaxerxes lhe mandaram: Teus servos, os homens daquém do rio e em tal tempo.
Os inimigos opositores ao redor, ou seja, das cercanias de Jerusalém, preocupados com as perdas que teriam com a reconstrução do Templo procuraram usar de qualquer meio para interromper essa reconstrução. A maioria desses opositores eram os samaritanos e outros povos, os quais exploravam o comércio em Jerusalém, que embora em ruínas, era um lugar de grande visitação, o que rendia vultosos lucros para esses comerciantes. Os judeus remanescentes que ficaram em Jerusalém quando os cativos foram levados para a Babilônia, também estavam aliados com esses povos das cercanias e não ofereciam qualquer resistência contra eles. Porém quando os cativos retornaram dispostos a fazer a obra de Deus com a reconstrução do Templo, início dos cultos e a reconstrução dos muros, aí, os opositores se levantaram, como sempre se levantam contra, aos que servem a Deus fielmente.
2. Os opositores exercem intentos maliciosos para causar danos a obra de Deus.
Esdras 4.12 – Saiba o rei que os judeus que subiram de ti vieram a nós a Jerusalém, e edificam aquela rebelde e malvada cidade, e vão restaurando os seus muros, e reparando os seus fundamentos. Esdras 4.13 – Agora, saiba o rei que, se aquela cidade se reedificar, e os muros se restaurarem, eles não pagarão os direitos, os tributos e as rendas; e assim se danificará a fazenda dos reis.
Os opositores se valeram de intentos maliciosos e inescrupulosos para usar de uma mentira nas cartas que enviaram a rei sobre as obras em Jerusalém. O que estava sendo reconstruído era o templo e não os muros, mas eles mentiram que o muro também estava sendo reconstruído. Fizeram isso se valendo de que o decreto do rei que era somente para reconstruir o Templo e não os muros. Desse modo, eles convenceram o rei a mandar paralisar as obras, e se valendo da ordem do rei para paralisar as obras, eles incluíram com sutileza, a da reconstrução do templo, que era o objetivo deles. Os opositores usaram de sutileza e maldade tomada por uma influência diabólica para alcançar os seus intentos malignos.
3. Os opositores procuram rebuscar erros do passado para acusar no presente.
Esdras 4.15 – para que se busque no livro das crônicas de teus pais, e, então, acharás no livro das crônicas e saberás que aquela foi uma cidade rebelde e danosa aos reis e províncias e que nela houve rebelião em tempos antigos; pelo que foi aquela cidade destruída. Esdras 4.16 – Nós, pois, fazemos notório ao rei que, se aquela cidade se reedificar e os seus muros se restaurarem, desta maneira não terás porção alguma desta banda do rio.
O rei da Pérsia deixou-se enganar pela mentira e falsidade bem arquitetada pelos samaritanos sem examinar as alegações da parte deles no sentido de apurar a sua veracidade, ou não. O rei consultando os registros referentes a Jerusalém descobriu que as alegações tinham sentido no que no passado haviam se rebelado contra o rei da Babilônia, o que poderia acontecer novamente se os judeus fortificassem a cidade, principalmente com os muros restaurados. Nesse caso a mentira dos opositores prevalecia, pois não era a cidade e os muros que estavam sendo reconstruídos.
4. Os opositores podem até conseguir seus intentos, mas é só por pouco tempo.
Esdras 4.21- Agora, pois, dai ordem para que aqueles homens parem, afim de que não se edifique aquela cidade, até que se dê uma ordem por mim. Esdras 4.22- E guardai-vos de cometerdes erro nisso; por que cresceria o dano para prejuízo dos reis?
Com sutileza nas suas intenções malignas os opositores não mencionaram a reconstrução do templo e sim a reconstrução da cidade e seus muros, pois se mencionasse o Templo certamente o Rei teria mais cuidado e checaria a denúncia deles. Como não havia um decreto para reconstrução da cidade e seus muros, os opositores pediram que ela não fosse reconstruída com seus muros e portas, alegando que isso poderia fortalecer os judeus em prejuízo dos reis.
5. Se o povo não reage aos opositores, dá chance de avançar em seus intentos
Esdras 4.23 – Então, depois que a cópia da carta do rei Artaxerxes se leu perante Reum, e Sinsai, o escrivão, e seus companheiros, apressadamente foram eles a Jerusalém, aos judeus, e os impediram à força de braço e com violência. Esdras 4.24 – Então, cessou a obra da Casa de Deus, que estava em Jerusalém, e cessou até ao ano segundo do reinado de Dario, rei da Pérsia.
Quando os opositores alcançaram os seus intentos fraudulentos com o recebimento da carta que os favorecia, apressadamente foram a Jerusalém, para notificar os edificadores dessa proibição e o pior, eles usaram de violência forçando a paralisação da obra do templo. Na realidade a preocupação maior dos opositores não era a reconstrução da cidade e dos muros e sim com a reconstrução do Templo, o que revela que o inimigo oculto, o próprio Satanás estava agindo nessa situação. Isto porque, a retomada dos cultos fortaleceria espiritualmente os judeus, o que não seria bom para Satanás, pois isso enfraqueceria o seu domínio em Jerusalém. A existência de Israel põe o povo em constante e renovada dependência de Deus, assim como a existência da Igreja, da mesma forma põe o povo em constante e renovada dependência de Deus. Estamos vivendo nessa caminhada no meio de várias religiões concorrentes que não são de Deus, mas se camuflam parecendo ser e que na realidade são os opositores daqueles que verdadeiramente estão fazendo a obra do Senhor.  
Elaborado pelo Pastor Adilson Guilhermel

O DESPERTAMENTO RENOVA O ALTAR

Lição 03 – O Despertamento Renova o Altar
Texto Áureo: “Então Elias disse a todo o povo: Chegai-vos a mim. E todo o povo se chegou a ele. E reparou o altar do Senhor, que estava quebrado” (1 Rs 18.30).
Leitura Bíblica em Classe: Esdras 3.2-5, 10-13
Introdução: O despertamento espiritual é uma ação da providência divina para que o seu povo seja despertado a fim de um maior compromisso com a obra a ser feita e mais fidelidade com a Sua palavra. Assim entendemos que o despertamento espiritual não é algo produzido pelo homem, pois os que manipulam isso, na realidade promovem um falso despertamento, ou seja, um despertamento carnal e não espiritual. Nós podemos clamar a Deus por um despertamento, com o entendimento de que, quem promove o despertamento é Ele, pois o despertamento é um milagre sobrenatural e não uma ação dos próprios crentes. Não tem como ser promovido um despertamento espiritual, sem a presença da poderosa palavra de Deus. No Carmelo, Elias desafiou os profetas de Baal e Asera, sendo que o profeta de Deus saindo vitorioso do desafio derrotando os profetas malignos. Isso se deu, quando fogo do céu queimou o sacrifício no altar que foi reconstruído pelo profeta Elias. Assim o povo que coxeava entre dois pensamentos vendo o milagre divino se despertaram dizendo que só o Senhor é Deus. Nesse caso quem promoveu o avivamento; foi Elias, ou foi Deus. É lógico que não foi o homem que promoveu o despertamento e sim o próprio Deus.
1. Sem o altar restaurado, não pode haver sacrifícios ao Senhor.
Esdras 3.2 – E levantou-se Jesua, filho de Jozadaque, e seus irmãos, os sacerdotes, e Zorobabel, filho de Sealtiel, e seus irmãos, e edificaram o altar do Deus de Israel, para oferecerem sobre ele holocaustos, como está escrito na lei de Moisés, o homem de Deus. Esdras 3.3 – E firmaram o altar sobre as suas bases, porque o terror estava sobre eles, por causa dos povos das terras, e ofereceram sobre ele holocaustos ao Senhor, holocaustos de manhã e de tarde.
Antes de lançar os alicerces do templo, algo que não poderia faltar, era o altar do holocausto, pois sem o sistema de sacrifícios em ordem, nada poderia ser realizado. Vendo a necessidade de restabelecer os sacrifícios com urgência, eles se apressaram a erguer o altar, pois o povo precisava voltar logo aos seus cultos ao Senhor, para um avivamento geral, pois havia o risco de alguns se corromper para o lado dos pagãos, por estarem não tão despertos para as coisas espirituais.
2. Onde há uma altar santificado é possível realizar sacrifícios.
Esdras 3.4 – E celebraram a festa dos tabernáculos como está escrito; ofereceram holocaustos de dia em dia, por ordem, conforme ao rito, cada coisa no seu dia. Esdras 3.5 – E depois disto o holocausto contínuo, e os das luas novas e de todas as solenidades consagradas ao Senhor, como também de qualquer que oferecia oferta voluntária ao Senhor.
O tempo do exílio os fez aprenderem pelas várias experiências de grande tristeza pelo qual passaram, a darem valor a algo que eles negligenciaram no passado, quando deixaram de oferecer os sacrifícios diários ao Senhor. Agora, eles se despertando com a conscientização de que todos os valores que estavam lhes sendo restituído, se devia a recebimento da tão grande misericórdia de Deus, que transformou os períodos de tristeza num período de grande alegria.
3. O lançamento dos alicerces é essencial em qualquer situação.
Esdras 3.10 – Quando, pois, os edificadores lançaram os alicerces do templo do Senhor, então apresentaram-se os sacerdotes, já revestidos e com trombetas, e os levitas, filhos de Asafe, com saltérios, para louvarem ao Senhor, conforme à instituição de Davi, rei de Israel. Esdras 3.11 – E cantavam a revezes, louvando e celebrando ao Senhor: porque é bom; porque a sua benignidade dura para sempre sobre Israel. E todo o povo jubilou com grande júbilo, quando louvaram ao Senhor, pela fundação da casa do Senhor.
Houve pressa dos judeus em avançar na obra da reconstrução do templo, pois não poderia haver a realização dos cerimoniais da lei sem esse templo, no qual era o lugar onde eles exerciam a sua fé. Dessa forma o templo foi reconstruído de uma forma rudimentar, pois não havia tempo para eles conseguirem o material igual ao do templo destruído e foi necessário usar de material não original. Dessa forma o templo perdeu muito do seu formato anterior, mas foi a única maneira de iniciar com pressa os cultos ao Senhor. Não havia mais a arca da aliança no lugar santíssimo, pois desapareceu na ocasião em que o templo foi saqueado, portanto a glória do Senhor que se manifestava no lugar santíssimo, não mais ocorreria. Nessa etapa da reconstrução, eles louvaram ao Senhor, mesmo com aflições e medos, todos confessavam que Deus é bom, pois independente de qual seja o caso, bom é Deus como foi com Israel, também é com a igreja.
4. Viver de saudosismo do passado, furta as alegrias presentes.
Esdras 3.12 – Porém muitos dos sacerdotes, e levitas e chefes dos pais, já velhos, que viram a primeira casa, sobre o seu fundamento, vendo perante os seus olhos esta casa, choraram em altas vozes; mas muitos levantaram as vozes com júbilo e com alegria. Esdras 3.13 – De maneira que discernia o povo as vozes de alegria das vozes do choro do povo;porque o povo jubilou com tão grande júbilo que as vozes se ouviam de mui longe.
Vários sacerdotes e levitas e alguns do povo, que retornaram da Babilônia, já estavam bem idosos e podiam lembrar do antigo Templo. Estes então se lamentavam a desproporção entre o Templo reconstruído e o Templo destruído voltando suas lágrimas no sentido saudosista e, entendendo que o pecado foi a causa de tudo isso. Mesmo não sendo o templo e o sistema sacrificial como o antigo, Deus estava proporcionando um despertamento espiritual que deveria envolver a todos numa grande alegria, porém os saudosistas não estavam compartilhando. Tem muito crente que deixou de viver as alegrias presentes porque vivem de passado. É comum ouvir de alguns crentes dizer que nos tempos passados é que Deus operava e o poder era derramado, mas no entanto se contradizem dizendo, que Deus é o mesmo de ontem, de hoje e eternamente. Mas quem não vive de passado e sim no espírito pode afirmar que Deus continua operando com poder e derramando do seu Espírito.
Elaborado pelo Pastor Adilson Guilhermel

DESPERTAMENTO ESPIRITUAL - UM MILAGRE

Lição 02 – Despertamento Espiritual – Um Milagre
Texto Áureo: “E isto digo, conhecendo o tempo, que é já hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé” (Romanos 13.11).
Leitura Bíblica em Classe: Esdras 1.1-7; Neemias 1.1-4

Introdução: No apagar das luzes do cativeiro babilônico e no acender das luzes para a libertação e o retorno a Jerusalém foi necessário promover um despertamento espiritual no povo judeu ali cativo. Como a prática das leis cerimoniais só poderiam ser realizadas no templo em Jerusalém, eles ficaram em uma estagnação em relação às coisas de Deus, que os levou a um esfriamento espiritual neste período de setenta anos no cativeiro. No Salmos 137 revela a situação e o desânimo dos cativos, que choravam de saudade quando lembravam de Sião, com suas harpas penduradas sem ânimo para tocá-las ou atender os caldeus que pediam para eles cantarem uma canção de Sião. Porém estavam tão desanimados e desmotivados e negavam atender o pedido dos caldeus dizendo: como cantaremos a canção do Senhor em terra estranha? Sendo o Templo de Jerusalém o local específico dos judeus prestarem culto ao Senhor e nesse caso impedidos de estarem lá, que era o lugar onde Deus se manifestava, eles ficaram distanciados tanto geograficamente, como também acabaram se distanciando espiritualmente e, em consequência disso houve entre muitos deles um esfriamento da fé. No caso da igreja corpo do Senhor, não existe um lugar específico para se prestar culto ao Senhor, pois onde a dois ou tres reunidos no seu nome, ele está no meio de nós, não importando o lugar da reunião. Pode ser na igreja local, nos lares, na rua, na praça, ou seja, não há desculpas quanto a não se prestar culto ao Senhor.
1. Ciro reconheceu que o Deus de Israel deveria ser adorado em Jerusalém.
Esdras 1.1 – No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia (para que se cumprisse a palavra do Senhor, por boca de Jeremias) despertou o Senhor o espírito de Ciro, rei da Pérsia, o qual fez passar pregão por todo o seu reino, como também por escrito, dizendo: 2 – Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O Senhor Deus dos céus me deu todos os reinos da terra; e ele me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que é em Judá. Esdras 1.3 – Quem há entre vós, de todo o seu povo, seja seu Deus com ele, e suba a Jerusalém, que é em Judá, e edifique a casa do Senhor, Deus de Israel; ele é o Deus que habita em Jerusalém.
Ciro embora não fosse um judeu foi o homem escolhido por Deus para ser o instrumento de libertação desse povo cativo na babilônia. O profeta Isaías profetizou sobre Ciro muitos anos antes do seu nascimento, o que revela assim a questão da predestinação, pois ele foi escolhido por Deus, para ser o libertador do povo judeu no cativeiro. Assim Ciro como rei da Pérsia se juntou ao rei Dario dos Medos e uniram forças para conquistarem o império da Babilônia, o que realmente aconteceu, pois era plano de Deus para que o Seu povo fosse liberto desse cativeiro. Ciro era submisso a voz do Senhor, pois reconhecia que todas as suas batalhas em que foi vitorioso tinha a ação do Deus de Israel. Ainda declarando a sua submissão ao Senhor, ele revela a responsabilidade que tinha diante de Deus que o encarregou de dar todas as condições aos judeus para que o templo em Jerusalém fosse reconstruído. Assim com toda submissão ao Senhor, ele não mediu esforços para edificação do templo, pois sabia que o Deus de Israel deveria ser adorado em Jerusalém. 
2. O povo despertou com objetivo de reconstruir o templo lugar de adoração.
Esdras 1.4 – E todo aquele que ficar em alguns lugares em que andar peregrinando, os homens do seu lugar o ajudarão com prata, e com ouro, e com fazenda, e com gados, afora as dádivas voluntárias para a casa do Senhor, que habita em Jerusalém.
Um novo êxodo estava sendo efetuado, e quem quisesse voltar para Jerusalém teriam todas as condições materiais e financeiras para esse novo começo. O rei Ciro cuidou de tudo isso, pois tinha conhecimento dos planos de Deus revelado através dos profetas Isaías e Jeremias. Esse decreto dando condições aos judeus retornarem à sua pátria animou a todos que ansiavam por esse retorno, tanto que abriram o seu coração doando muitos dos seus bens para a reconstrução do templo. Os que desejam o bem para a obra devem espontaneamente as suas dádivas em relação a ela.
3. Os líderes se levantaram, pois tinham que ser exemplo para esta boa obra.
Esdras 1.5 – Então se levantaram os chefes dos pais de Judá e Benjamim, e os sacerdotes e os levitas, com todos aqueles cujo espírito Deus despertou, para subirem a edificar a casa do Senhor, que está em Jerusalém. Esdras 1.6 – E todos os que habitavam nos arredores lhes confortaram as mãos com vasos de prata, com ouro, com fazenda, e com gados, e com coisas preciosas, afora tudo o que voluntariamente se deu. Esdras 1.7 – Também o rei Ciro, tirou os vasos da casa do Senhor, que Nabucodonosor tinha trazido de Jerusalém, e que tinha posto na casa de seus deuses.
Os líderes judeus satisfeitos com a generosidade do Rei Ciro ergueram-se animados para conduzir o povo de Judá de volta à terra prometida. Alguns desses líderes eram remanescentes dos que foram levados cativos para a Babilônia no ano 605 a.C. e já idosos reuniram forças para esse retorno tal era a alegria que inundava os seus corações. Entendendo que o primeiro retorno foi com Zorobabel para a reconstrução do templo, esse segundo retorno foi com Esdras, que teve a responsabilidade de levar os utensílios do templo para que os cerimoniais da lei pudessem ser iniciados. Esse despertamento envolveu a participação de todos, tanto dos líderes, como do povo, que animados não mediram esforços para essa empreitada. Lembrando que muitos judeus não quiseram voltar e preferiram ficar estabelecidos com os seus comércios na Babilônia. Essa recusa em voltar para a sua pátria era uma ofensa ao Senhor, que providenciou todos os meios para isso e assim por vontade própria, eles ficaram distanciados de Deus. Deus não obriga ninguém a segui-lo, mas quem assim procede está assinando a sua sentença para o juízo eterno.
4. Quando Deus tem um trabalho a ser feito, os escolhidos não devem tentar escapar.
Neemias 1.1 – As palavras de Neemias, filho de Hacalias. E sucedeu no mês de Quisleu, no ano vigésimo, estando eu em Susā, a fortaleza, Neemias 1.2 – Que veio Hanani, um de meus irmãos, ele e alguns de Judá; e perguntei lhes pelos judeus que escaparam, e que restaram do cativeiro, e acerca de Jerusalém. Neemias 1.3 – E disseram-me: Os restantes, que restaram do cativeiro, lá na província estão em grande miséria e desprezo, e o muro de Jerusalém fendido, e as suas portas queimadas a fogo. Neemias 1.4 – E sucedeu que, ouvindo eu estas palavras, assentei-me e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus.
Depois do primeiro e o segundo retorno para Jerusalém, cada um com um propósito divino e faltava o terceiro retorno, que envolvia a reconstrução dos muros e a reposição da portas de Jerusalém que haviam sido derrubadas e queimadas. Para cada retorno Deus havia escolhido um líder, que foi Zorobabel no primeiro retorno e Esdras no segundo retorno. Nesse terceiro retorno, Deus escolhe Neemias com a incumbencia da reconstrução das muralhas e portas de Jerusalém. Não seria uma incumbência fácil de ser realizada, mas Deus conhece o coração de cada um e não erra nas Suas escolhas. É certo que ele escolhe aquele, o qual não vai decepcioná-lo, porque Deus sempre predestina a pessoa certa para cada obrigação no contexto do Seu reino. Neemias gozava de uma elevada posição como copeiro a serviço do rei e ao receber o relatório da horrenda situação de Jerusalém ficou extremamente desconsolado e aflito com a situação do povo que lá estava. Esse relatório veio da parte de alguns homens e do seu irmão Hanani que tinham acabado de chegar daquela cidade. Neemias poderia ter ignorado esse relatório e ficado na sua posição confortável de servir ao Rei, mas ele foi inundado de muita preocupação pelo bem estar do povo que estava em grande sofrimento. Nessas situações não adianta apenas ficar lamentando e não fazer nada, pois os lamentos devem ser transformados em ação para enfrentar os problemas. A primeira ação de Neemias foi a mais louvável, pois entra em vários dias de jejum e oração e com choros diante de Deus. Isso o encorajou para a dura missão a qual Deus o nomeava entendendo que alguém deveria fazer algo para salvar Jerusalém e ele se dispôs a ser esse instrumento do Senhor. A missão que Deus nos nomeia a cumprir, pode ser impossível aos nossos olhos, mas pela fé no Senhor entendemos que Ele torna tudo possível se crermos e não tentarmos escapar das nossas responsabilidades. . 
Elaborado pelo Pastor Adilson Guilhermel

DANIEL ORA POR UM DESPERTAMENTO

Lição 01 Daniel ora por um despertamento
Texto Áureo: “Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.” (Tg 5.16)
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Daniel 9.1-3; 6.10; 2.17-19; Esdras 1.1-5

Introdução: E óbvio que a oração feita por uma pessoa injusta, não surtirá efeito algum, pois não tem como chegar ao trono da graça de Deus. Ela só poderá chegar ao trono da graça de Deus, se for com arrependimento e confissão de pecado, para que o Senhor venha a aceitar. Porém a oração feita por um justo, certamente ela vai ao trono da graça e alcança a resposta e o favor de Deus. Isso mostra que nem toda oração vai chegar ao trono da graça, pois para ela chegar depende da condição moral e espiritual de cada indivíduo. Não importa se um justo ora por si, ou pelos outros, pois ela sempre é eficaz nos seus efeitos. Não vamos entender que se trata de ser justo no sentido absoluto, pois todos nós temos falhas. Assim entendemos que se trata no sentido de fidelidade ao evangelho e que não ama nem aprova a iniquidade, pois quem não tem esse comportamento o Senhor não ouvirá a oração.

1. O Avivamento vem pelo discernimento em descobrir a vontade de Deus.
Daniel 9.1 NO ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus, Daniel 9.2 No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número dos anos, de que falara o SENHOR ao profeta Jeremias, em que haviam de cumprir-se as desolações de Jerusalém, era de setenta anos. Daniel 9.3 E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, e saco e cinza.
Daniel foi levado cativo pelos babilônicos junto com vários príncipes e muitos outros jovens da classe nobre de Jerusalém no ano 605 a.C. Muitos deles foram aprovados para servirem a rei da Babilônia no seu palácio e Daniel pela sua sabedoria e alta espiritualidade. Com a revelação do sonho de Nabucodonosor, ele foi designado como governador de toda a província da Babilônia, e também o fez chefe principal de todos os sábios da Babilônia. Com a queda do reino da Babilônia tomado pelos Medos e Persas, Daniel continuou no palácio exercendo funções de destaque. Quando Daniel foi levado cativo e em todo o seu tempo naquele reino, ele desconhecia uma profecia revelada ao profeta Jeremias, antes do cativeiro. Quando teve acesso a esses livros, se surpreendeu com a revelação sobre o tempo de cativeiro, que seria de setenta anos, o qual já estava se cumprindo e prestes a terminar. Em Isaías 45.1 Deus já havia providenciado o libertador de Judá do cativeiro, que seria o Rei Ciro, profecia essa que teria seu cumprimento duzentos anos após, portanto antes do seu nascimento. Daniel agora cônscio dessas revelações começa a se preocupar com a situação espiritual do povo, pois a maioria já havia se estabelecido e prosperado por ali, não se preocupando nem desejando retornar. Daniel foi movido de uma grande preocupação com o estado espiritual do povo que deveria retornar para Jerusalém e faz uma oração de arrependimento pelo passado pecaminoso de Israel. Os setenta anos do exílio estam prestes a acabar e, esse povo precisava de um despertamento, para o retorno à pátria, mas nem todos tinham mais intenção de retornar para Jerusalém. O avivamento parte do princípio em que deve haver arrependimento, confissão de pecado e  conserto diante de Deus, para ser possível alcançar a Sua graça e misericórdia.
2. É preciso sobrepujar todas as oposições para o avivamento acontecer.
Daniel 6.10 Daniel, pois, quando soube que o edito estava assinado, entrou em sua casa ( ora havia no seu quarto janelas abertas do lado de Jerusalém ), e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer.
O inimigo oculto era, nada mais, nada menos, que o próprio Satanás, o qual tinha grande interesse tirar o profeta Daniel do seu caminho, pois ele era um grande intercessor do povo Israelita no cativeiro. Todo aquele que ora, jejua e vive na presença de Deus incomoda muito Satanás, o qual sempre vai procurar articular planos no sentido de impedir isso. Daniel sabia do edito assinado pelo rei, mas entre escolher seguir um decreto de um rei terreno, ou um rei celestial, ele fielmente escolheu o rei celestial. Os articuladores da trama influenciados por Satanás sabendo que Daniel orava três vezes por dia continuamente propuseram ao rei que ninguém poderia orar a qualquer deus, ou a qualquer homem, com exceção do rei. Como eles sabiam que Daniel era fiel ao seu Deus, ele estavam certos que ele não iria deixar de orar e assim descumpria o decreto e seria condenado à morte na cova dos leões. O que eles não chegaram a pensar é que o Deus de Daniel, era um Deus vivo e que o livraria da cova dos leões.
3. A união de forças produzem uma força maior na revelação de mistérios.
Daniel 2.17 Então Daniel foi para a sua casa, e fez saber o caso a Hananias, Misael e Azarias, seus companheiros; Daniel 2.18 Para que pedissem misericórdia ao Deus do céu, sobre este mistério, a fim de que Daniel e seus companheiros não perecessem, juntamente com o restante dos sábios de Babilônia. Daniel 2.19 Então foi revelado o mistério a Daniel numa visão de noite; então Daniel louvou o Deus do céu.
Nabucodonosor teve um sonho de uma grande estátua, mas não conseguia saber o significado do seu sonho. Então convocou todos os sábios e adivinhos do reino, mas nenhum deles foi capaz de interpretar. O rei furioso ordenou que todos fossem executados dando ordem ao encarregado desse cumprimento, mas Daniel soube deste decreto e foi com muita ousadia falar com o rei com a mediação de Arioque, o responsável pela execução. O momento era de grande ousadia com muita confiança no Senhor Deus e Daniel pede a este um tempo para a revelação do sonho, o que lhe foi concedido. Daniel buscou apoio dos seus três amigos, para juntos estarem unidos no propósito de alcançar de Deus a revelação do sonho do rei. Assim através de uma visão noturna, o sonho do rei foi revelado por Deus, o que foi uma grande bênção, tanto para Daniel, os seus amigos, como também o livramento dos sábios da execução imposta pelo rei.
4. A oposição do inimigo não seria capaz de impedir uma promessa Deus.
Esdras 1.1 NO primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia ( para que se cumprisse a palavra do SENHOR, pela boca de Jeremias ), despertou o SENHOR o espírito de Ciro, rei da Pérsia, o qual fez passar pregão por todo o seu reino, como também por escrito, dizendo: Esdras 1.2 Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O SENHOR Deus dos céus me deu todos os reinos da terra, e me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que está em Judá. Esdras 1.3 Quem há entre vós, de todo o seu povo, seja seu Deus com ele, e suba a Jerusalém, que está em Judá, e edifique a casa do SENHOR Deus de Israel (ele é o Deus) que está em Jerusalém. Esdras 1.4 E todo aquele que ficar atrás em algum lugar em que andar peregrinando, os homens do seu lugar o ajudarão com prata, com ouro, com bens, e com gados, além das dádivas voluntárias para a casa de Deus, que está em Jerusalém.
A profecia de Isaías acerca de Ciro duzentos anos antes do seu nascimento de que seria o libertador do povo judeu, agora estava em pleno cumprimento. Ciro sabia que todas as suas conquistas foram realizadas com a bênção do Deus de Israel e mesmo não sendo judeu, ele se propôs a dar toda logística e condições para a reconstrução do templo em Jerusalém. Isso ele fez não somente pela obediência aos encargos que recebeu de Deus para isso, como também por temor a Ele. Satanás usou de todos os meios para isso não acontecer, mas uma coisa que ele nunca conseguiu foi impedir o cumprimento das promessas de Deus.
5. A liberdade foi decretada não por força nem violência, mas pelo Espírito.
Esdras 1.5 Então se levantaram os chefes dos pais de Judá e Benjamim, e os sacerdotes e os levitas, com todos aqueles cujo espírito Deus despertou, para subirem a edificar a casa do SENHOR, que está em Jerusalém.
As operações do Espírito Santo no sentido deste despertamento foram intensas para o retorno dos judeus à sua pátria em Jerusalém. No ano 538 a.C., Ciro, rei da Pérsia publicou o decreto permitindo que os exilados de Judá na babilônia voltassem para a sua terra e construíssem seu templo. Deus vela pela sua palavra para fazê-la cumprir e este decreto sobre a permissão dos exilados judeus voltarem confirma isso. A primeira vinda dos judeus do exílio foi encabeçada por Zorobabel com o sacerdote Josué, com a missão da reconstrução do Templo e a segunda vinda foi encabeçada por Esdras trazendo os utensílios do templo, com a missão de organizar a volta da prática das leis cerimoniais, sendo que a última vinda foi encabeçada por Neemias com a missão da reconstrução dos muros de Jerusalém. Assim por intermédio de Ciro, o Senhor estava cumprindo Sua vontade de libertar graciosamente Seu povo do cativeiro. Nesses três retornos, nem todos quiseram aceitar preferindo ficar em Babilônia, pois muitos que nasceram no cativeiro, nem conheciam Jerusalém e sabendo que era uma cidade em ruínas, não tiveram coragem de se alistar nestes retornos. Todos tem o livre arbítrio de escolher o seu destino.
Elaborado pelo Pastor Adilson Guilhermel

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