LIÇÃO 07 - A OBRA DO
FILHO
TEXTO ÁUREO: “Pelo que também Deus o exaltou
soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome.” (Fp 2.9).
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Filipenses 2.5-11;
Hebreus 9.24-28.
Introdução: A
obra do Filho de Deus não pode ser compreendida em apenas um momento da
história; ela se revela em três dimensões eternas e gloriosas: sua humilhação
voluntária, sua obra redentora e sua exaltação soberana. Esses três aspectos
não são eventos isolados, mas partes de um único plano divino, concebido antes
da fundação do mundo e executado no tempo para a nossa salvação.
Quando contemplamos as
Escrituras, especialmente Filipenses 2 e Hebreus 9, somos conduzidos a uma
visão majestosa do Cristo que desce, salva e reina. Em Filipenses 2 vemos o
Filho eterno que, subsistindo em forma de Deus, não se apegou à sua glória, mas
esvaziou-se voluntariamente, assumindo a forma de servo e tornando-se obediente
até a morte — e morte de cruz. Ali contemplamos a profundidade de sua
humilhação e o amor que o levou a descer do trono à cruz.
Em Hebreus 9 contemplamos a
grandeza de sua obra sacerdotal. Ele não apenas morreu; Ele se ofereceu como
sacrifício vicário, substitutivo, perfeito e definitivo. Diferente dos
sacrifícios repetidos da antiga aliança, seu sacrifício foi único, suficiente e
eterno. Ele entrou no verdadeiro santuário, não feito por mãos humanas, mas no
próprio céu, apresentando diante do Pai o mérito de seu sangue, garantindo
redenção plena para todos os que creem.
E a história não termina na
cruz nem no túmulo. Aquele que se humilhou foi exaltado sobremaneira. O Pai lhe
deu o Nome que está acima de todo nome. Ele reina, intercede e voltará em
glória. Sua exaltação confirma que sua obra foi aceita, que o sacrifício foi
suficiente e que a redenção é irrevogável.
Nesta lição confirmaremos que a
obra de Cristo é completa — nada pode ser acrescentado; é suficiente — nada
precisa substituí-la; e é eterna — nada pode anulá-la. Diante dessa revelação,
resta apenas uma resposta coerente: reconhecer que somente Jesus Cristo é digno
de toda adoração, submissão e obediência. Ele não é apenas o Salvador que
morreu; é o Senhor exaltado que reina para sempre.
1. A IGREJA DE SEGUIR O EXEMPLO DE CRISTO DE
SUBMISSÃO.
Filipenses 2.5 — De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, Filipenses 2.6 — que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Filipenses 2.7 — Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; Filipenses 2.8 — e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz. Filipenses 2.9 — Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, Filipenses 2.10 — para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, Filipenses 2.11 — e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.
Em nenhum outro texto da
escritura, aliás, de toda a escritura, há uma passagem como essa que compara
extremos tão extraordinários. O apóstolo abre o dourado compasso de sua fé,
colocando uma ponta dele no trono da glória divina e a outra borda do abismo
onde a cruz foi plantada, em seguida, ele nos pede para avaliar a dimensão da
descida do Filho de Deus quando ele veio até nós para socorrermos. Observemos
os sete degraus, ele tinha a forma de Deus, isto é, na mesma medida em que foi
servo, ele era Deus; subsistindo em forma de Deus...assumindo a forma de servo
e igualmente Deus. Mas não tentou agarrar-se à sua condição divina, porque essa
lhe pertencia. Ele se esvaziou, isto é, recusou-se a tirar proveito dos seus
atributos divinos, para que pudesse ensinar-nos o significado de ser totalmente
dependente do Pai. Como servo, ele obedeceu às leis que ele próprio havia
criado. Ele se tornou homem, um homem humilde, que morreu na cruz. E foi
sepultado. Mas o significado de sua descida foi o de sua ascensão, e, a todos
os seus nomes ilustres, está agora acrescentado o de Jesus Salvador. Esse homem
deve ser o nosso modelo. Essa é a mente que devemos ter. Na proporção em que
nos humilharmos e formos crucificados em nossa escala menor, obteremos o poder
de abençoa e regatar os perdidos.
Jesus não se submeteu porque
era inferior, mas porque escolheu obedecer ao Pai. A igreja aprende que
submissão a Deus, às Escrituras e uns aos outros não diminui nossa dignidade —
ela revela maturidade espiritual.
Cristo abriu mão do uso
independente de seus atributos divinos para depender do Pai.
A igreja precisa abandonar a
autossuficiência espiritual e redescobrir: oração profunda; sensibilidade ao
Espírito Santo; confiança nas promessas de Deus. Sem dependência, há atividade
religiosa, mas não poder espiritual.
A igreja hoje corre o risco de
buscar palco, influência e fama, esquecendo o chamado ao serviço
silencioso.
Cristo se fez homem e se
aproximou do sofrimento humano. A igreja precisa sair de suas bolhas religiosas
e: tocar os pobres; abraçar os feridos; ouvir os marginalizados; anunciar
esperança aos perdidos; Não podemos amar a humanidade à distância.
Jesus obedeceu até a morte de
cruz.
Hoje muitos querem cristianismo
sem cruz, sem renúncia, sem sofrimento. Mas: não há discipulado sem renúncia;
não há glória sem cruz; não há ressurreição sem morte; A igreja deve voltar ao
evangelho da cruz, não ao evangelho do conforto.
Deus exaltou Cristo depois de
sua obediência.
A igreja aprende que: Deus
exalta os humildes; o caminho do Reino é inverso ao do mundo; o tempo de Deus
segue o princípio da cruz antes da coroa.
A igreja precisa proclamar não
apenas um Jesus que salva, mas um Jesus que governa, dirige, confronta e
transforma vidas.
Paulo diz: “Tende em vós o
mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus”.
Isso significa uma igreja
marcada por: unidade; humildade; perdão; serviço mútuo; ausência de egoísmo
nossa vida deve apontar para a
glória de Deus. Tudo culmina na glória de Deus Pai. A igreja não existe para
glorificar líderes, denominações ou programas, mas para exaltar o nome de Deus
em tudo.
Se Cristo, sendo Deus,
humilhou-se, serviu, sofreu e morreu por nós, como podemos viver uma fé
orgulhosa, confortável e centrada em nós mesmos? Seguir Jesus é descer com Ele
— para então ser levantado por Ele.
2. O ÚNICO SACRIFÍCIO QUE PODE ANIQUILAR O
PECADO
Hebreus 9.24 — Porque Cristo não entrou num
santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora
comparecer, por nós, perante a face de Deus; Hebreus 9.25 — nem também para a
si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no
Santuário com sangue alheio. Hebreus 9.26 — Doutra maneira, necessário lhe fora
padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas, agora, na consumação dos
séculos, uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si
mesmo. Hebreus 9.27 — E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo,
depois disso, o juízo, Hebreus 9.28 — assim também Cristo, oferecendo-se uma
vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos
que o esperam para a salvação.
A repetição das preposições em
e com enfatiza nossa intima identificação com o Salvador. É assim que somos no
plano de Deus; e assim deveríamos ser na experiência diária. Em união com ele
afastamos, de uma vez para sempre os pecados da carne, fomos sepultados em seu
túmulo, passamos para o lado celestial da morte e estamos vivendo debaixo do
céu azul da aceitação divina. A vitória do Senhor é, potencialmente nossa, foi
Ele quem a conquistou, mas nós participamos dos seus frutos. Todavia, a fé deve
apreender e confirmar essas bênçãos. A terra de Canaã, por direito é nossa, mas
temos que reivindicar cada centímetro dela pela fé. A fé é uma afirmação e um
ato, e ordena que a verdade eterna seja fato. Não devemos permitir que nossa
vida espiritual se transforme num ritual exterior, nem concitamos que suposta
mediação de anjos possa obscurecer a majestade suprema do Senhor. Nós que
morremos com Cristo, não devemos regular nossa vida pelas proibições da lei.
Entremos numa comunhão mais íntima com Cristo e vivamos no lado positivo.
Deveríamos gozar a liberdade de uma vida plena e da visão ampla que se tem nas
montanhas. Não existe nada mais que possa prevalecer contra as práticas
carnais.
Cristo veio no ponto culminante
da história, na confluência da antiga e da nova aliança, quando todas as
promessas, figuras e profecias encontraram seu cumprimento. Os sacrifícios do
Antigo Testamento apontavam para Ele. Os sacerdotes, os altares, o sangue dos
animais, o véu, o templo — tudo era sombra de sua obra perfeita. Ele não veio
apenas para cobrir o pecado, mas para aniquilá-lo.
Enquanto os sacrifícios antigos
eram repetidos continuamente, Cristo ofereceu um único sacrifício eterno e
definitivo.
Ele não trouxe algo para
oferecer; Ele mesmo foi a oferta. Na cruz, o pecado da raça humana foi tratado
de forma decisiva.
A dívida foi paga. A culpa foi
removida. A separação foi vencida.
A fé não se baseia em emoções,
mas na obra consumada de Cristo. A Bíblia ensina que Deus não imputará os
pecados àqueles que estão em Cristo, a menos que deliberadamente rejeitem essa
expiação. Nosso maior problema, portanto, não é o pecado em si, mas a atitude
que temos em relação a Cristo. O pecado pode ser perdoado; a rejeição a Cristo
não. A maior condenação não é ser pecador, mas recusar o Salvador.
“Cristo entrou no próprio céu,
para agora comparecer por nós diante de Deus.” A obra de Cristo não terminou na
cruz. Hoje Ele vive e reina como nosso Sumo Sacerdote. Ele está no céu:
intercedendo por nós; apresentando nossas orações ao Pai; defendendo-nos diante
da justiça divina; sustentando-nos pela sua graça; Nossas orações sobem
misturadas ao incenso precioso do mérito de Cristo.
Nossa fé não se apoia em nossa
perfeição, mas na perfeição do Mediador.
“assim também Cristo, tendo-se
oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá
segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação.”
A primeira vinda foi para lidar
com o pecado. A segunda vinda será para consumar a salvação. Ele não virá como
Servo sofredor, mas como Rei glorioso. Não virá para morrer, mas para reinar.
Não virá para ser julgado, mas para julgar.
Sua manifestação será sem
relação com o pecado, porque o pecado já foi tratado na cruz.
Agora a salvação será plena:
nossos corpos serão redimidos; a criação será restaurada; a morte será vencida;
o reino de Deus será plenamente revelado. A própria criação participará da
liberdade e da glória dos filhos de Deus.
Podemos resumir Hebreus 9.24–28
em três verbos gloriosos:
Ele se manifestou (passado) –
para tirar o pecado
Ele se manifesta (presente) –
para interceder por nós
Ele aparecerá (futuro) – para
consumar a salvação
Essa é a história da redenção
em três atos:
Redenção – Intercessão –
Glorificação.
Não precisamos de outros
sacrifícios, rituais ou méritos humanos.
A obra está consumada. Nossa
segurança está na Palavra de Deus, não em nossas emoções instáveis. O pecado
pode ser perdoado, mas rejeitar Cristo é rejeitar a única solução.
Ore com confiança: Você tem um
Intercessor perfeito no céu. Suas orações chegam ao trono com o selo da justiça
de Cristo.
Viva na esperança da segunda
vinda: A salvação ainda será plenamente revelada. O melhor ainda está por vir.
CONCLUSÃO: Cristo é o único
sacrifício que aniquila o pecado. Ele veio para nos salvar, vive para nos
sustentar e voltará para nos glorificar. A cruz resolveu o passado. O trono
sustenta o presente. A vinda gloriosa garante o futuro.
Portanto, confiemos plenamente
nEle, vivamos em submissão e aguardemos com esperança aquele que se manifestou,
se manifesta e aparecerá
Pastor Adilson Guilhermel

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