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A batalha espiritual e as armas do crente

Lição 13 – A Batalha Espiritual e as Armas do Crente
Texto Áureo: Efésios 6.11 Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.
Leitura Bíblica em Classe: Efésios 6.10-20
Introdução: Todos os não cristãos, ou seja, todos os pecadores em todo o mundo, não estão em guerra com o Diabo, pelos simples fato, de que estão do lado dele e consequentemente não são inimigos dele. Desse modo não sendo inimigos do Diabo estão em paz com ele, pois são seus aliados, a maioria na ignorância e muitos por vontade própria. Agora para nós cristãos que outrora estivemos do lado dele, ao passarmos para o lado de Cristo tornamo-nos então inimigos do Diabo. Como o Diabo foi vencido por Cristo, o qual nos libertou dele iniciou-se uma batalha espiritual contra nós, pois ele não se conforma de termos sido liberto dele; e não se dando por vencido faz tudo que pode usando de vários meios para tragar-nos de volta para ele. Daí, a necessidade de estarmos revestidos de toda a armadura de Deus, tanto para nos defender, como para atacá-lo.
1. Ninguém vence o Diabo estando desprovido dos recursos divinos nessa luta.
Efésios 6.10 No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.
A origem da força para vencer o Diabo não está em nós, pois essa força vem do Senhor e, é só com essa força que se pode vencê-lo. E, para nos fortalecer é condicional mantermos uma comunhão íntima com o Senhor, o que envolve uma ligação direta com Ele, a qual não pode ser interrompida. É dessa ligação que nos é transmitido o poder de Deus diretamente a nós, a qual nos torna fortes, o que é essencial para essa batalha espiritual, onde não há tréguas.
2. Devemos nos vestir de tudo que Deus fornece a essa luta defensiva e ofensiva.
Efésios 6.11 Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Efésios 6.12 Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Efésios 6.13 Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes.
Não podemos ignorar que estamos em uma batalha espiritual contra o Diabo e os seus anjos caídos e isso é uma realidade e não uma ficção. Vivemos em uma batalha travada no sentido pessoal, mas se não houver esforço da nossa parte, será uma batalha perdida, pois não há vitória sem luta. É preciso entender que o inimigo é nada menos que o Diabo, um ser poderoso, cheio de artimanhas e ardis que não podem ser ignorados e quem ignorar isso na realidade é uma presa fácil para ele. Nossa verdadeira luta não é contra os indivíduos, mas sim, contra seres espirituais demoníacos que operam nesse mundo espiritual usando de vários meios, principalmente pessoas. O Diabo usa o nosso inimigo externo, que é o mundo e o nosso inimigo interno, que é a carne, como meio de nos derrotar, daí, a necessidade de estarmos revestidos de toda a armadura de Deus.
3. Só se vence o Diabo, quem está equipado com a completa armadura de Deus.
Efésios 6.14 Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; Efésios 6.15 E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; Efésios 6.16 Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. Efésios 6.17 Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;
A armadura de Deus consiste em características morais e espirituais, as quais são as partes que compõem este meio essencial de defesa e ataque contra o Diabo e seus anjos caídos. O cinto representa viver a verdade do evangelho e ele cinge todas as outras partes da nossa armadura, pois sem essa verdade as outras partes não têm qualquer proteção. A verdade é como um cinto que prende tudo no mesmo lugar e na batalha contra o Diabo e seus exércitos, não há lugar para quem não é sincero. A couraça da justiça envolve termos uma vida santa movida pela fé e o amor, que nos ajuda a estar blindado de todas acusações e perseguições. Os pés calçados envolve a nossa longa caminhada levando e evangelho e propagando em total obediência ao Senhor Jesus Cristo, o nosso Comandante. O escudo da fé significa ter uma fé viva para nos defender dos vários dardos inflamados do maligno, que tenta lançar em nossa mente vários pensamentos, no intento de desobedecermos a Deus. O capacete da salvação refere-se uma mente controlado pelo Espírito Santo, que assim sendo, o Diabo não terá controle sobre a nossa mente. A espada do Espírito é a arma ofensiva muito poderosa, pois se trata da palavra de Deus, que bem manejada é uma arma eficaz para derrotar o Diabo. Jesus Cristo em sua missão sacrificial venceu o Diabo, sendo vitorioso em tudo, porque estava equipado com toda armadura de Deus.
4. Não basta só a armadura, pois sem oração, toda ela não tem qualquer utilidade.
Efésios 6.18 Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos, Efésios 6.19 E por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho, Efésios 6.20 Pelo qual sou embaixador em cadeias; para que possa falar dele livremente, como me convém falar.
A oração e súplicas é algo que não pode faltar na vida do cristão e assim ela deve ser constante, pois é o meio de comunicação com o Senhor e não podemos enfrentar batalhas espirituais sem a Sua direção e orientação. Temos que estar atendo a todas as investidas do inimigo e precisamos usar os sentidos dados por Deus, para que possamos ser conduzidos pelo Espírito, o qual nos dá o discernimento para que venhamos perceber quando e como Satanás está operando. Todos nós precisamos das orações dos verdadeiros cristãos, pois elas nos beneficiam nessa grande batalha espiritual.


Pastor Adilson Guilhermel

A conduta do crente em relação a familia

Lição 12 – A Conduta do Crente em Relação à Família
Texto Áureo: Efésios 5.31 Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne.
Leitura Bíblica em Classe: Efésios 5.21-33; 6.1-4
Introdução: A questão da conduta a ser compreendida envolve com lidar com o problema dos papéis de gênero masculino e feminino. E para ficar bem claro, principalmente aos maridos, o ensino envolve e insiste que ele deve tomar com o seu modelo, o próprio Senhor Jesus. O autor bíblico, que é o apóstolo Paulo procura fazer uma analogia entre o marido e a mulher, com Cristo e a Igreja, como uma padrão de relacionamento e dentro dessa similaridade, isso vai proporcionar uma vida conjugal, com muita satisfação e felicidade.

1. O Princípio da Submissão é reconhecer no temor do Senhor o direito conjugal.
Efésios 5.21 Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus.
É no temor do Senhor que o marido e a mulher devem reconhecer o que é o direito de um e o direito do outro. Entre o casal deve haver uma submissão mútua, pois um não pode exercer domínio sobre o outro, para que a união conjugal não venha a se tornar um tormento no lar. O ponto de partida para a cessação de uma vida tormentosa entre marido e mulher é adotar um vínculo santo, como o vínculo que devemos manter com o Senhor Jesus.
2. A submissão da mulher ao marido é voluntária desde que não haja dominação.
Efésios 5.22 Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor; Efésios 5.23 Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo. Efésios 5.24 De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos.
Submissão da mulher em relação ao marido não pode ser entendida como dominação, pois se o marido cristão age dessa maneira está em desobediência a palavra de Deus. É preciso entender que Cristo tem o mesmo poder que o Deus Pai e no entanto é submisso a Ele, como também o Espírito Santo tem o mesmo poder que Cristo e no entanto é submisso a Ele. Assim as mulheres embora sejam iguais aos seus maridos como pessoas; têm papéis diferenciados na relação conjugal e devem revelar uma submissão voluntária para com eles.
3. O amor devido do marido à mulher deve seguir o padrão de Cristo pela igreja.
Efésios 5.25 Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, Efésios 5.26 Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, Efésios 5.27 Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.
O marido deve adotar o amor de Cristo pela igreja como padrão para o relacionamento com a sua mulher, pois é assim que ele a amará de modo sacrificial sendo o seu protetor e sustentador. É com a devoção mesclada com sacrifício e abnegação que se gera um convívio com uma sensação de bem-estar e segurança, que propicia uma submissão amorosa da mulher. No sentido secular em nossos dias, esse padrão de submissão tem sido refutado por muitas mulheres, o que veio influenciar nas mulheres cristãs. Nesse caso, se algumas entram nessa influência mundana rejeitando o padrão de submissão, então ela por conseguinte está em desobediência a palavra de Deus, pois foi o próprio Deus que estabeleceu esse padrão de submissão. O amor de Cristo pela igreja é o exemplo supremo a ser seguido pelo marido em relação a sua mulher. Para que o casal viva num processo de santificação é necessário uma comunhão entre os dois, pois se isso não acontece, também não estão se santificando, pois estão em desobediência a palavra. Assim se essa situação perdurar estará prejudicando a própria união conjugal e a comunhão com o Senhor. É o trabalho do Espírito Santo, que quer nos guiar num processo de aperfeiçoamento espiritual, para que a vida conjugal seja sem mácula, significando sem pecado de impureza; sem ruga, algo que está se deformando; mas santa e irrepreensível, se purificando a cada dia.
4. Tendo o casal se tornado um só corpo o amor deve ser como amar a si próprio.
Efésios 5.28 Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Efésios 5.29 Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja; Efésios 5.30 Porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos.
Entre o casal, nenhum deve carecer de amor, pois ambos devem suprir suas necessidades físicas, emocionais e espirituais e isso é possível quando há uma sujeição a Cristo. Essas carências devem necessariamente serem supridas, para que tanto um como o outro, não venha ser tentado, pois nem todos conseguem resistir às tentações da carne e correm o risco de buscarem suprir isso fora do casamento. É bom lembrar que o inimigo oculto chamado Diabo trabalha no sentido de desunir o que Deus uniu e, isso tem acontecido com muita frequência no meio cristão, não só entre a membresia, mas também com líderes principalmente.
5. Os laços conjugais devem ser tão fortes que suplantam até os de pai e mãe.
Efésios 5.31 Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne. Efésios 5.32 Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja. Efésios 5.33 Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido.
Enquanto solteiros ambos estão sobre a autoridade paterna, mas a partir do momento em que acontece a união conjugal através dos laços do matrimônio, o vínculo paterno deve ser quebrado, pois a autoridade no lar não é mais dos pais, mas sim do marido. Muitos casamentos são prejudicados quando esse vínculo paterno não é quebrado e um dos cônjuges aceita ainda ficar debaixo da autoridade paterna; o que é um tormento no lar do casal. É comum alguns pais, ou mães insistirem em não quebrar o vínculo de autoridade sobre os filhos e isso é algo que o casal não pode aceitar sob hipótese alguma. Deixar os pais não significa abandoná-los, mas sim, não permitir que venham se intrometer na vida do casal.
6. Honrar pai e mãe prolonga os dias e tudo vai bem nesta terra que Deus te dá.
Efésios 6.1 VÓS, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Efésios 6.2 Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa; Efésios 6.3 Para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra. Efésios 6.4 E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.
Quando os filhos do novo casal chegam é necessário que sejam ensinados no caminho que devem andar, para que quando crescerem não venham a se desviar dele. Também devem ser ensinados sobre o que diz o quinto mandamento, que ordena honrar os seus pais e mostrando que é um mandamento com promessa de prosperidade e vida saudável nesta terra. É uma obediência condicional, pois traz bênçãos garantidas por uma promessa divina. Os pais cristãos têm o dever de educar os seus filhos dentro dos preceitos bíblicos, não as deixando por conta própria, pois isso pode levá-las a se tornarem rebeldes. A negligência dos pais para com os filhos é repreensível, pois uma criança se tornando rebelde e se revelando assim perante as pessoas, já identifica que os pais não as educam e disciplinam. Os pais devem disciplinar os filhos com amor e nunca com furor que chegue ao ponto de espancamento. Isso seria algo condenável pelo Senhor Deus, pois explosões de raivas não trazem qualquer benefício, muito pelo contrário, pois a criança carregará essas marcas na sua lembrança e será difícil ela nutrir amor pelos seus pais ao longo do tempo.


Pastor Adilson Guilhermel