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A VELHICE DE DAVI



A VELHICE DE DAVI


A VELHICE DE DAVI.
Lição 13 – 29 de Dezembro de 2019
Texto Áureo2 Samuel 23.5 Ainda que a minha casa não seja tal para com Deus, contudo estabeleceu comigo uma aliança eterna, que em tudo será bem ordenado e guardado, pois toda a minha salvação e todo o meu prazer está nele, apesar de que ainda não o faz brotar.
Leitura Bíblica em Classe2 Samuel 23.1-7
Introdução: Para quem não tem uma morte abreviada, a velhice é o destino de todos, que indica o final de uma jornada, a qual ninguém poderá escapar disso. As escrituras nos revelam vários personagens tanto no antigo testamento, como no novo testamento, de homens e mulheres que ao partirem deixaram um legado de fé, que servem de exemplo para todos nós. O personagem em destaque aqui, é Rei Davi, conhecido como o homem segundo o coração de Deus. Após a sua morte, Davi deixou a sua história de vida registrada para a eternidade. Foi uma história que começou tranquila, com ele pastoreando ovelhas, mas que começou a mudar depois que foi ungido como Rei de Israel. Foi ungido Rei, mas tinha que conquistar a coroa e essa trajetória para essa conquista exigiu muitos obstáculos; perseguições; perigos; guerras onde sempre foi vencedor, porque fazia tudo em nome do Senhor dos Exércitos. Porém, como ninguém é perfeito, Davi também tinha as suas falhas e a mais gritante foi o adultério e o assassinato de um inocente. Teve consequências graves que atingiu os filhos, mas com um arrependimento profundo alcançou a misericórdia de Deus. Na sua velhice ele compôs muitos salmos, os quais retratam muitas situações da sua trajetória. Encerrou a carreira, mas guardou a fé e deixou um legado para as demais gerações. 
1. Tempo de viver e tempo de morrer, mas o que importa é deixar boas obras.2 Samuel 23.1 E ESTAS são as últimas palavras de Davi: Diz Davi, filho de Jessé, e diz o homem que foi levantado em altura, o ungido do Deus de Jacó, e o suave em salmos de Israel.
Estamos fazendo obras consistentes para o reino de Deus que possam ser lembradas quando partirmos? Ou não.  Esta é uma pergunta que devemos fazer para nós mesmos, pois existe um mandado do Senhor Jesus Cristo nesse sentido, o que não pode ser negligenciado por qualquer cristão. Davi colocou os seus talentos a disposição do Senhor e se empenhou em praticá-los em todo o tempo da sua vida. O Senhor deu talentos, de acordo com a vocação de cada um e, seja um ou mais, não podem ficar enterrados, pois quem assim procede é tido como servo mau e negligente. Deus investiu em Davi e ele não o decepcionou, assim como Deus também quer investir em nós para o serviço na sua obra e não podemos decepcioná-lo. É importante que ao final de nossa vida terrena deixemos um registro das nossas experiências com Deus, as quais servirão de testemunho para aqueles que ficaram. (Eu lhes digo a verdade: Onde quer que se preguem as boas novas em todo o mundo, o que essa mulher fez também será relatado, em memória dela.” Mateus 26:10-13).
2. As boas obras caracterizam os que são preparados e ungidos do Espírito.
2 Samuel 23.2 O Espírito do Senhor falou por mim, e a sua palavra está na minha boca. 2 Samuel 23.3 Disse o Deus de Israel, a Rocha de Israel a mim me falou: Haverá um justo que domine sobre os homens, que domine no temor de Deus.
Aos ungidos pelo Espírito é delegada autoridade para liderar com temor. Só os identificados pelo temor ao Senhor, são os que demonstram um coração governado por Ele, pois quem não tem temor diante de Deus, nunca poderá ser um verdadeiro crente em Cristo. Quem é líder deve necessariamente apresentar uma liderança justa e isso é visto naquele que governa com justiça e também no temor do Senhor. Quando um líder está enquadrado nessa condição o povo é beneficiado com esse tipo de liderança, pois ela traz bênçãos divinas a todos os liderados. (Quando os justos governam, alegra-se o povo; mas quando o ímpio domina, o povo geme. Provérbios 29:2).
3. Os ungidos agem com temor e justiça e tem zelo pelo bem estar do povo.
2 Samuel 23.4 E será como a luz da manhã, quando sai o sol, da manhã sem nuvens, quando pelo seu resplendor e pela chuva a erva brota da terra.
Um líder que governa sendo justo e com uma vida no temor de Deus tem a verdadeira luz para levar o povo no caminho certo, pois é assim que todos se sentirão animados e confortados sem qualquer jugo sobre si. A Bíblia diz que os justos florescerão como a palmeira e os que verdadeiramente estão plantados no reino do Senhor, ainda na sua velhice darão frutos; viçosos e vigorosos. Esses nunca deixam de anunciar a retidão do Senhor e a sua justiça em toda a sua plenitude. (Os meus olhos estarão sobre os fiéis da terra, para que se assentem comigo; o que anda num caminho reto, esse me servirá. Salmos 101:6).
4. Quem cuida do bem estar do povo tem promessas e aliança com Deus.
2 Samuel 23.5 Ainda que a minha casa não seja tal para com Deus, contudo estabeleceu comigo uma aliança eterna, que em tudo será bem ordenado e guardado, pois toda a minha salvação e todo o meu prazer está nele, apesar de que ainda não o faz brotar.
As bênçãos de Deus prometidas e garantidas através do concerto eterno estabelecido com Davi, estão guardadas, mas só serão distribuídas através do cumprimento de condições impostas a todo Israel para um tempo ainda vindouro. A aliança que Deus fez com Davi, lhe garantia uma dinastia e um trono que apontava para a eternidade, porque era uma aliança que se cumpriria na sua íntegra em Jesus Cristo. Assim a dinastia davídica estabelecida através deste pacto teriam a sua continuidade rumo a eternidade, pois Jesus dará continuidade a essa dinastia quando começar a reinar no reino milenar. (Apeguemo-nos com firmeza à esperança que professamos, pois aquele que prometeu é fiel. Hebreus 10:23).

5. A aliança com Deus é para os fiéis, pois quem não tem, o juízo é eterno.
2 Samuel 23.6 Porém os filhos de Belial todos serão como os espinhos que se lançam fora, porque não podem ser tocados com a mão. 2 Samuel 23.7 Mas qualquer que os tocar se armará de ferro e da haste de uma lança; e a fogo serão totalmente queimados no mesmo lugar.
Todo ser que se opõe a graça de Deus e dos seus propósitos, na realidade são filhos de Belial e se não voltarem a razão expressando uma rejeição verdadeira às suas convicções descaminhadas, o destino é o fogo eterno. Todos que rejeitam a salvação oferecida nesta dispensação, são como espinhos e serão lançados fora e consumidos pelo julgamento de Deus. Quem se mantiver como pecador, não escapará do julgamento divino e serão considerados como imprestáveis, o que significa que precisam ser descartados porque se opõe às condicionais estabelecidas por Deus. Isso já preliminarmente acontecerá ao final da grande tribulação, no julgamento das nações onde o Senhor Jesus separará as ovelhas dos bodes, pois se forem deixados, irão sufocar o início de um reino de justiça e devem ser consumidos pelo fogo. (Porque eis que aquele dia vem ardendo como fornalha; todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como a palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o SENHOR dos Exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo. Malaquias 4:1). 
Elaborado pelo Pastor Adilson Guilhermel

A REBELIÃO DE ABSALÃO

A Rebelião de Absalão
Lição 12 – 22 de Dezembro de 2019
Texto Áureo: 2 Samuel 15.6 E desta maneira fazia Absalão a todo Israel que vinha ao rei para juízo; assim, furtava Absalão o coração dos homens de Israel.
Leitura Bíblica em Classe: 2 Samuel 15.1-18
Introdução: Os dissabores de um pecado gravíssimo cometido por Davi continuam sendo marcados por uma escalada de acontecimentos que trazem agruras na sua vida. Entre os já ocorridos, como a morte do filho que contraiu com Bate-Seba; o estupro de Tamar por Amnom; o assassinato de Amnom praticado por Absalão; agora surge mais uma situação extremamente grave, que é a usurpação do seu trono, por Absalão o seu próprio filho. A bíblia diz que rebelião é como o pecado de feitiçaria e, isso nos leva a entender que Absalão estava tomado pelo Diabo para levar adiante essa empreitada maligna, a fim de acabar com o reino do seu pai Davi. O tempo mostra que Davi após a grande loucura que cometeu, já não era mais tão ativo como antes e os tristes acontecimentos que se seguiram, o deixaram mais abalado ainda e isso proporcionou um lapso para o traidor agir. Algo que não pode passar despercebido é que por trás de todo indivíduo com espírito de rebelião está o Diabo influenciando, isso implica que, se aquele que está na condição de líder, baixar a guarda, pode ser subitamente surpreendido.
CARACTERÍSTICAS DE UM REBELDE
1) Gosta de se ostentar e finge profunda dedicação pelos interesses do povo.
2 Samuel 15.1 E ACONTECEU depois disto que Absalão fez aparelhar carros e cavalos, e cinqüenta homens que corressem adiante dele. 2 Samuel 15.2 Também Absalão se levantou pela manhã, e parava a um lado do caminho da porta. E sucedia que a todo o homem que tinha alguma demanda para vir ao rei a juízo, o chamava Absalão a si, e lhe dizia: De que cidade és tu? E, dizendo ele: De uma das tribos de Israel é teu servo; 2 Samuel 15.3 Então Absalão lhe dizia: Olha, os teus negócios são bons e retos, porém não tens quem te ouça da parte do rei.
Quem tem espírito de rebelião, nunca age de pronto, pois ele sempre vai preparar o terreno para ter os meios necessários para poder dar continuidade ao ato de traição que planeja. Nessa preparação, Absalão procurou com grande poder persuasivo arregimentar um grande quinhão de aliados, os quais acabaram se reunindo em torno dele passando a apoiar o seu golpe de estado. Uma das suas sutilezas era levantar questionamentos sobre a capacidade de Davi em administrar justiça entre o povo. Uma das táticas do indivíduo tomado por esse espírito de rebelião é jogar o povo contra o líder e com grande maestria procura convencer o povo que é mais capacitado para exercer a condição de líder.
2) Usa de artifícios para conquistar o apoio do povo e alcançar seus intentos.
2 Samuel 15.4 Dizia mais Absalão: Ah, quem me dera ser juiz na terra, para que viesse a mim todo o homem que tivesse demanda ou questão, para que lhe fizesse justiça! 2 Samuel 15.5 Sucedia também que, quando alguém se chegava a ele para se inclinar diante dele, ele estendia a sua mão, e pegava dele, e o beijava. 2 Samuel 15.6 E desta maneira fazia Absalão a todo o Israel que vinha ao rei para juízo; assim furtava Absalão o coração dos homens de Israel.
A partir do momento que o povo vai se inclinando para o seu lado, o traidor, percebe a oportunidade e o momento de começar a enfatizar as falhas do líder colocando dúvidas na mente das pessoas sobre ele. E desse modo que o rebelde prepara o cenário para o seu golpe traiçoeiro. O rebelde só terá condições de finalizar os seus intentos usurpadores, se ele conseguir conquistar o coração de boa parte do povo. No meio evangélico, há vários casos de indivíduos que entram por esse caminho movidos por um espírito de rebelião incontrolável. O verdadeiro líder é aquele que Deus separou para tal ofício e nenhum usurpador caso venha alcançar os seus intentos poderá ser considerado como um líder. Nesse caso o povo que segue um líder rebelde é conivente com o seu ato de rebelião.
3) É hábil na arte da persuasão usando de meios estratégicos em convencer.
2 Samuel 15.7 Aconteceu, pois, ao cabo de quarenta anos, que Absalão disse ao rei: Deixa-me ir pagar em Hebrom o meu voto que fiz ao Senhor. 2 Samuel 15.8 Porque, morando eu em Gesur, na Síria, fez o teu servo um voto, dizendo: Se o Senhor outra vez me fizer tornar a Jerusalém, servirei ao Senhor. 2 Samuel 15.9 Então lhe disse o rei: Vai em paz. Levantou-se, pois, e foi para Hebrom.
O mal intencionado sabe usar o seu poder de persuasão fazendo outros a crer que as suas intenções traiçoeiras pareçam que sejam boas intenções. Absalão nesse caso optou em ir a Hebrom com a permissão do rei, porque ali era um ponto estratégico para ele se organizar melhor para dar sequências aos seus planos de tomar o poder a qualquer custo. Tudo que Davi conquistou incluindo o coração do povo foi com muito sacrifício e serviço, mas Absalão procurou fazer de um modo mais fácil, prática essa que é observada em nossos tempos; quando fazem uso de meios enganosos para atrair o povo para si.
4) Ele procura usar pessoas chaves para dar credibilidade ao seu ato traidor.
2 Samuel 15.10 E enviou Absalão espias por todas as tribos de Israel, dizendo: Quando ouvirdes o som das trombetas, direis: Absalão reina em Hebrom. 2 Samuel 15.11 E de Jerusalém foram com Absalão duzentos homens convidados, porém iam na sua simplicidade, porque nada sabiam daquele negócio. 2 Samuel 15.12 Também Absalão mandou vir Aitofel, o gilonita, do conselho de Davi, à sua cidade de Giló, estando ele oferecendo os seus sacrifícios; e a conjuração se fortificava, e vinha o povo, e ia crescendo com Absalão.
A habilidade de um rebelde e a sua capacidade de influenciar a mente e o coração do povo serve de advertência para os líderes em nossos dias, os quais devem sempre estar atentos a qualquer situação estranha. Uma das táticas de um usurpador é ter aliados que têm alguma influência sobre o povo, pois isso contribui para dar credibilidade aos seus planos de rebelião. No meio evangélico não se caracteriza uma rebelião, quando algum oficial resolve sair do ministério, ou mesmo que venha a fundar uma congregação, desde que o faça com pacificação. A rebelião é caracterizada quando alguém tenta derrubar o líder para tomar o seu ministério.
5) O rebelde age de uma forma que o seu alvo seja sempre o último a saber.
2 Samuel 15.13 Então veio um mensageiro a Davi, dizendo: O coração de cada um em Israel segue a Absalão. 2 Samuel 15.14 Disse, pois, Davi a todos os seus servos que estavam com ele em Jerusalém: Levantai-vos, e fujamos, porque não poderíamos escapar diante de Absalão. Dai-vos pressa a caminhar, para que porventura não se apresse ele, e nos alcance, e lance sobre nós algum mal, e fira a cidade a fio de espada. 2 Samuel 15.15 Então os servos do rei disseram ao rei: Eis aqui os teus servos, para tudo quanto determinar o rei, nosso senhor. 2 Samuel 15.16 E saiu o rei, com toda a sua casa, a pé; deixou, porém, o rei dez mulheres concubinas, para guardarem a casa.
Quem tem lealdade com o líder está com ele até às últimas consequências. Embora o Diabo esteja agindo às ocultas, Deus também que não dormita e nem dormitará, pois sempre está atento agindo a favor dos seus. Deus sempre é o socorro bem presente no meio de momentos angustiantes, daqueles que o temem, para dar livramento. Quando Deus escolhe os seus ministros e os unge para tocar uma obra, ninguém alcançará êxitos sobre ele, pois ninguém toca nos seus ungidos.
6) O líder traído deve esperar o melhor momento para lançar a contra-ofensiva.
2 Samuel 15.17 Tendo, pois, saído o rei com todo o povo a pé, pararam num lugar distante. 2 Samuel 15.18 E todos os seus servos iam a seu lado, como também todos os quereteus e todos os peleteus; e todos os giteus, seiscentos homens que vieram de Gate a pé, caminhavam diante do rei.
Davi sabendo as cruéis intenções do seu filho Absalão, não quis bater de frente com ele, mesmo porque esse tinha se fortalecido muito formando um exército poderoso, o qual não seria possível enfrentar no momento. Davi procurou fazer uma retirada estratégica retirando todos os que estavam ao seu lado, para evitar um mal maior. Isso não era um sinal de covardia, mas de prudência, pois no exílio, Davi teria tempo para se reorganizar para que no momento certo pudesse lançar uma contra-ofensiva e retomar o reino usurpado. Nenhuma batalha está perdida para um líder que tem Deus na sua vida e que conta com pessoas de lealdade absoluta ao seu lado. Davi era consciente de que tudo o qual estava passando era resultado do seu pecado e, em momento algum questionou com Deus sobre isso. Porém, com uma coisa ele contava, que era a misericórdia de Deus, a qual lhe dava esperança e segurança e a certeza de que tudo lhe seria restituído. Davi nesse período crítico andou como ele retrata no Salmo 23, no vale da sombra da morte mas a bondade e a misericórdia de Deus o seguiram por todos os dias da sua vida; e pode retornar a Jerusalém para voltar a sacrificar na casa do Senhor.

Elaborado pelo Pastor Adilson Guilhermel