LIÇÃO 04 - A PATERNIDADE DIVINA

LIÇÃO 04 - A PATERNIDADE DIVINA

Texto Áureo: “E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.” (1Jo 4.14).

Leitura Bíblica em Classe: 1 João 4.13-16.

 

Introdução: A paternidade de Deus é uma das verdades mais sublimes e consoladoras reveladas nas Escrituras. Ela nos apresenta Deus não apenas como Criador soberano do universo, mas como Pai amoroso, fonte eterna de toda vida, cuidado e propósito. Desde a eternidade, o Pai existe em perfeita comunhão, e é dessa plenitude que brota Seu amor redentor em direção à humanidade.

Ao enviar o Filho ao mundo, o Pai revelou de forma concreta e visível o Seu coração. Em Jesus Cristo, conhecemos o Pai que ama, que busca, que perdoa e que se aproxima. Por meio da obra do Filho, fomos reconciliados com Deus e adotados como filhos, não por mérito, mas pela graça. E ao conceder o Espírito Santo, o Pai selou essa relação, habitando em nós, guiando-nos à verdade e testemunhando ao nosso coração que pertencemos à família divina.

Essa paternidade não é distante nem meramente conceitual. Trata-se de uma relação íntima, segura e transformadora, na qual somos amados, corrigidos, sustentados e moldados à imagem de Cristo. Como filhos, somos chamados a viver em confiança, obediência e comunhão, refletindo o caráter do Pai em nosso modo de viver.

1. A HABITAÇÃO DE DEUS NO CRENTE PELO ESPÍRITO SANTO.

1 João 4.13 — Nisto conhecemos que estamos nele, e ele em nós, pois que nos deu do seu Espírito,

Depois da ressurreição de Jesus, os crentes passaram a experimentar uma nova realidade espiritual: estar em Cristo e, consequentemente, em Deus. Isso se tornou possível porque Deus concedeu o Seu Espírito aos que creem. Conforme Jesus ensina em João 14.16–20, os discípulos passariam a viver essa comunhão profunda, na qual Deus não apenas estaria com eles, mas habitaria neles por meio do Espírito Santo.

Essa verdade revela uma união espiritual viva e real: o Filho está no Pai, os crentes estão no Filho, e o Filho vive neles (Jo 14.20). Da mesma forma, quando uma pessoa se torna cristã, ela recebe o Espírito Santo. A presença do Espírito em sua vida é a evidência de que Deus realmente habita nela e de que ela está n’Ele.

2. AS DUAS EVIDÊNCIAS DO AMOR DE DEUS NO CRENTE.

1 João 4.14 — e vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.

Além da dádiva do Espírito Santo concedida aos crentes, há outra base sólida pela qual eles podem confiar em seu relacionamento com Deus: o testemunho daqueles que viram com seus próprios olhos a obra de Cristo. Esses testemunharam que o Pai enviou o Seu Filho como Salvador do mundo.

O termo “nós”, implícito em alguns textos, refere-se aos apóstolos e a outras testemunhas oculares da vida de Cristo na terra. Eles foram escolhidos e comissionados por Cristo para anunciar aos outros aquilo que viram, ouviram e experimentaram diretamente.

Dessa forma, os cristãos possuem duas evidências claras do amor de Deus por eles:

1. A presença do Espírito de Deus habitando em seus corações;  

2. O testemunho confiável dos apóstolos e de outros que conviveram com Jesus.

3. A CONFISSÃO DE FÉ E A HABITAÇÃO DE DEUS NO CRENTE.

1 João 4.15 — Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele e ele em Deus.

Confessar que Jesus é o Filho de Deus significa declarar fé em verdades centrais do cristianismo: que Jesus é o Filho único de Deus, que veio ao mundo como verdadeiro homem, morreu na cruz pelos pecados, ressuscitou e voltou ao céu. Essa confissão inclui a certeza de que a morte de Cristo garantiu o perdão dos pecados.

Jesus não deve ser entendido apenas como um ser humano extraordinário, nem como uma divindade entre muitas. Ele é o Filho de Deus. Quem crê dessa forma pode ter segurança espiritual, pois a Bíblia ensina que Deus habita nessa pessoa, e ela passa a viver em Deus.

Essa habitação mútua; Deus no crente e o crente em Deus; reflete o relacionamento eterno entre o Pai e o Filho e, é um privilégio concedido a todos os que creem em Cristo.

4. VIVER NO AMOR DE DEUS: CONHECER, CRER E PERMANECER.

1 João 4.16 — E nós conhecemos e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor e quem está em amor está em Deus, e Deus, nele.

Neste versículo, o termo “nós” refere-se não apenas aos apóstolos, mas também a João e aos seus leitores, isto é, a todos os crentes. Esses cristãos conhecem o amor de Deus por experiência pessoal e creem nesse amor. Aqui, o texto mostra a ligação profunda entre conhecer e crer: o verdadeiro conhecimento do amor de Deus envolve fé viva e confiança diária.

Os crentes sabem que Deus os ama, e Ele demonstra esse amor de diversas maneiras. À medida que cremos nesse amor e o vivemos no dia a dia, passamos a compreender, de forma cada vez mais profunda, que Deus é amor. Por isso, aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus permanece nele.

É importante destacar a diferença entre apenas conhecer o amor de Deus intelectualmente e apropriar-se desse amor de maneira prática. Viver no amor significa permitir que o amor de Deus transforme nossas atitudes, relacionamentos e decisões. Como já foi afirmado em I João 4.8, porque Deus é amor, o Seu povo pode experimentar diariamente esse amor sublime e glorioso, pois Deus habita neles.

Conclusão:
Os ensinos de I João 4.13–16 mostram que o relacionamento do crente com Deus é real, seguro e experiencial. Deus habita em nós por meio do Espírito Santo, o que confirma que pertencemos a Ele. Além disso, temos o testemunho fiel dos apóstolos, que anunciaram aquilo que viram e ouviram a respeito de Jesus Cristo, o Filho de Deus e Salvador do mundo.

Ao confessarmos que Jesus é o Filho de Deus, passamos a viver essa habitação mútua: Deus em nós e nós em Deus. Esse relacionamento não se limita ao conhecimento intelectual, mas se manifesta numa fé viva e num amor experimentado diariamente. Conhecer o amor de Deus, crer nesse amor e viver nesse amor são marcas essenciais da vida cristã.

Assim, a presença do Espírito, a verdade do testemunho apostólico e a prática do amor confirmam que Deus é amor e que aqueles que permanecem nesse amor permanecem em Deus, e Deus permanece neles.

 

Pastor Adilson Guilhermel


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